O Japão e os Estados Unidos concordaram, nesta sexta-feira (16), em aumentar a produção conjunta de equipamentos de defesa, incluindo mísseis, e expandir sua presença militar nas águas do sudoeste do Japão, em meio ao aumento da pressão da China sobre seu vizinho asiático. O acordo surge após o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, se reunir com o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em Washington, onde também se comprometeram a continuar cooperando nas cadeias de suprimentos, incluindo minerais críticos. O arquipélago asiático está envolvido em uma acirrada disputa diplomática com a China, desencadeada pela sugestão da primeira-ministra Sanae Takaichi, em novembro, de que Tóquio poderia intervir militarmente caso Pequim atacasse Taiwan. A China, que considera a ilha de regime democrático como parte de seu território e promete recuperá-la inclusive pela força, reagiu com indignação e bloqueou as exportações para o Japão de bens de "duplo uso", tanto para fins civis quanto militares. Essa decisão alimentou as preocupações em Tóquio de que Pequim possa cortar o fornecimento de elementos de terras raras, indispensáveis em setores como defesa e tecnologia. Considerando que "o ambiente de segurança está se tornando cada vez mais sério" na Ásia, "os dois ministros confirmaram que a aliança entre o Japão e os Estados Unidos permanece absolutamente inabalável", afirmou o Ministério da Defesa japonês em um comunicado. Eles concordaram em continuar avançando na produção conjunta de mísseis ar-ar e interceptores terra-ar. Os aliados também concordaram em trabalhar na expansão de "manobras e práticas conjuntas mais sofisticadas em vários locais, incluindo a região sudoeste", segundo o comunicado. O fortalecimento das defesas ao redor da região "sudoeste", que inclui áreas como a ilha subtropical de Okinawa, é uma prioridade máxima para o Japão, que vem aumentando constantemente seu orçamento militar. Okinawa, que abriga a maioria das bases militares dos Estados Unidos no Japão, é um posto avançado fundamental para Washington monitorar a China, o Estreito de Taiwan e a Península da Coreia.