O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou a aliados que a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para cela no 19° Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, foi um sinal positivo do Supremo Tribunal Federal (STF) e melhora as condições de vida do ex-presidente. Ele ainda insiste, contudo, na possibilidade de prisão domiciliar, algo que enfrenta uma resistência maior de Alexandre de Moraes, com os demais ministros mais sensíveis ao pedido. Tarcísio ligou para ao menos três magistrados da Corte na quarta-feira, 14, de modo a convencê-los da necessidade da medida frente aos problemas de saúde. A interlocutores, o governador costuma mencionar o caso do ex-presidente Fernando Collor, que cumpre pena em casa após demonstrar que sofre de doenças graves. A autorização para o político alagoano foi dada justamente por Moraes, em maio deste ano. Durante entrega de moradias populares em Cubatão, no litoral paulista, nesta sexta-feira, 16, o governador defendeu novamente a ida do padrinho político, condenado por golpismo, para casa. Não confirmou, porém, as ligações aos ministros, dizendo apenas que tem “tratado desse assunto desde o final do ano passado”. — O nosso interesse e pedido é que o Bolsonaro possa ir para a prisão domiciliar, ficar em casa, para ter o amparo da família. Nos preocupa muito o histórico dele, o estado de saúde, os problemas que ele tem. É uma pessoa que sofreu um atentado, que já passou por 12 cirurgias, tem refluxo e soluços. A gente precisa evitar um problema maior, evitar esse risco. Segundo o governador, a medida se justifica “tecnicamente e juridicamente”. — Observe que, a respeito da transferência, não se decidiu sobre a prisão domiciliar. Então é algo que ainda está em estudo e, ao que parece, exames vão ser pedidos, para que isso possa ser avaliado tecnicamente. Tenho fé que essa prisão domiciliar vai ser concedida e ele vai poder ter o amparo, ter mais dignidade e segurança.