O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes gerou reação de aliados de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 15, ao afirmar que “fez o que tinha que fazer”. A frase foi dita durante a colação de grau da 194.ª turma da Faculdade de Direito da USP, onde Moraes atuou como paraninfo. + Leia mais notícias de Política em Oeste Deputados próximos de Bolsonaro criticaram o discurso nas redes sociais. Rodrigo Valadares (União-SE) questionou: “Se esse é o exemplo que os formandos em direito estão tendo, o que esperar do futuro do Judiciário no país?" O parlamentar continuou, dizendo que "uma coisa é certa: a soberba precede a queda e nenhum mal dura para sempre”. Por sua vez, Caroline de Toni (PL-SC) publicou vídeo e disse que a postura do ministro é “incompatível para um juiz”, pedindo “impeachment já”. Já Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou o trecho do discurso no Instagram com a legenda: “Eles juram de pé que são imparciais. Patéticos”. Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha No mesmo dia do evento, Moraes determinou que Bolsonaro deixasse a sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília e passasse a cumprir prisão no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. O ex-presidente ocupará uma sala exclusiva, isolada dos demais presos, com capacidade para até quatro detentos, mas usada apenas por ele. https://www.youtube.com/watch?v=O3dJIC4doCg Bolsonaro havia reclamado de barulho do ar-condicionado e da alimentação na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Moraes ressaltou que, embora essas queixas existam, “essas condições não existem para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil”. No mesmo dia da mudança para a Papudinha, advogados e parlamentares já tinha, acionado a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com um pedido de concessão de medidas cautelares em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento, apoiado por nomes como Gustavo Gayer (PL-GO), Bia Kicis (PL-DF), Hélio Lopes (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP), apontava que o cárcere na PF, mantido por Moraes, não era condizente com a idade e a saúde de Bolsonaro. "Cada dia de manutenção da custódia amplifica o risco e aprofunda a responsabilidade internacional do Estado", diz o documento sobre a situação do ex-presidente Leia também: "Deputados de esquerda movem ações contra Nikolas por vídeo sobre Pix" O post Aliados de Bolsonaro reagem ao ‘fiz o que tinha que fazer’ de Moraes apareceu primeiro em Revista Oeste .