O avanço dos peritos da Polícia Federal (PF) no acesso a dados de celulares, mesmo desligados, tem gerado apreensão no meio político de Brasília. O método utilizado permite quebrar senhas e obter todas as informações armazenadas, sem restrições quanto ao conteúdo. + Leia mais notícias de Política em Oeste Diferentemente de outras forças de segurança, que conseguem apenas desbloquear a tela, a PF se destaca por ultrapassar barreiras técnicas mais complexas. O procedimento envolve o uso da chamada "Gaiola de Faraday", uma estrutura metálica que impede qualquer comunicação eletromagnética do aparelho com redes externas. https://www.youtube.com/watch?v=9n2GSux9LQI Como funciona a perícia da PF Esse isolamento é fundamental para evitar que, ao ser ligado, o telefone se conecte a redes Wi-Fi ou móveis, o que possibilitaria a exclusão remota de dados por terceiros. Dentro da gaiola, peritos operam o dispositivo totalmente isolado, assegurando a preservação das informações para fins de investigação. Leia também: "Os tentáculos do Master" , artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 305 da Revista Oeste O receio entre autoridades e empresários na capital federal tem relação direta com a amplitude da perícia e o perfil dos investigados. Entre os aparelhos em posse da Justiça estão os de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, de seu cunhado e do investidor Nelson Tanure, todos com forte presença no ambiente político. Acesso irrestrito De acordo com apuração do blog da Julia Duailibi, do portal g1 , a tecnologia empregada transfere todo o conteúdo armazenado para análise — mensagens, fotos, e-mails e arquivos antigos — sem permitir seleções parciais, independentemente de ligação direta com a investigação. Segundo o blog, esse acesso amplo é o motivo do clima de tensão crescente em Brasília. Toffoli autoriza PF a periciar material apreendido em operação O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou, nesta quinta-feira 15, a PF para realizar perícia nos materiais recolhidos durante a Operação Compliance Zero . A decisão representa a segunda mudança de orientação do ministro no andamento do inquérito. No início, Toffoli havia impedido os policiais de analisar o conteúdo apreendido, ordenando que todo o material fosse encaminhado ao STF. Em seguida, ele autorizou o Ministério Público Federal (MPF) a acessar celulares e outros itens recolhidos na operação, cujos mandados partiram do próprio magistrado. O post Técnica da PF para acessar celulares desligados preocupa Brasília, diz jornal apareceu primeiro em Revista Oeste .