A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla em inglês) emitiu um alerta nesta sexta-feira (16) recomendando que companhias aéreas não operem no espaço aéreo do Irã diante do risco de uma ação militar dos Estados Unidos. Irã e Estados Unidos vivem uma escalada de tensões. O presidente Donald Trump sugeriu que pode ordenar ataques por causa da repressão de Teerã à onda de protestos que se espalha pelo país. A Casa Branca afirmou que monitora a situação e que “todas as opções continuam na mesa”. Segundo a imprensa americana, porém, Trump teria recuado de uma intervenção militar neste momento. Ainda assim, a EASA citou o “potencial de uma ação militar dos EUA”, afirmando que o governo iraniano colocou as forças de defesa aérea em estado de alerta elevado. Isso aumenta a probabilidade de “identificação errônea” de aeronaves civis, especialmente no espaço aéreo controlado por Teerã. De acordo com o comunicado, a presença e a possível utilização de uma ampla gama de armas e sistemas de defesa aérea, somadas a respostas militares imprevisíveis, representam um alto risco para voos civis em todas as altitudes. Além da recomendação para evitar o espaço aéreo iraniano, a agência pediu que companhias aéreas adotem cautela e implementem planos de contingência para rotas que cruzem países vizinhos, principalmente aqueles que abrigam bases militares dos EUA. “Em caso de intervenção dos EUA, não se pode excluir a possibilidade de ações retaliatórias contra ativos americanos na região, o que pode gerar riscos adicionais ao espaço aéreo de países vizinhos onde há bases militares dos Estados Unidos”, diz o texto. Em 2020, o Irã abateu por engano um avião da Ukraine International Airlines em meio a tensões com os Estados Unidos. O incidente deixou 176 mortos. À época, o governo iraniano classificou o episódio como um “erro imperdoável”.