'Obsessão': agente penitenciária é condenada a pena de um ano por relacionar com detento, enviar fotos íntimas e contrabandear chips de celular

Uma funcionária de prisão do Reino Unido foi condenada a 12 meses de prisão após admitir que manteve um relacionamento impróprio com um detento, enviou fotos íntimas e facilitou a entrada de chips de celular no sistema penitenciário. A sentença foi proferida nesta sexta-feira pelo Tribunal da Coroa de Lincoln e divulgada pelo DailyMail. Cena de filme: Jovens a cavalo que assaltavam moradores são presos após perseguição policial na Argentina Em busca de justiça: Mãe que perdeu filho em 'desafio do apagão' lidera ação inédita contra o TikTok ao lado de outras famílias britânicas Segundo o site, Nikki Croft, de 51 anos, trabalhava como coordenadora civil de apoio à inclusão no presídio masculino de segurança média HMP Morton Hall, próximo à cidade de Lincoln. Segundo a acusação, ela se envolveu emocionalmente com um preso identificado apenas pelas iniciais LZ. O promotor Declan Austin disse à página que Croft passou a se comunicar com o detento após desenvolver uma forte obsessão. — Ela ficou apaixonada por ele e começou a falar com o preso em dezembro de 2022, estendendo o contato até janeiro de 2023 — afirmou. O tribunal ouviu que a funcionária chegou a manter em casa uma fronha de travesseiro com a imagem do detento e enviou a ele fotografias em poses sexualizadas e de lingerie, encontradas posteriormente na cela do preso, já transferido para o presídio de Lincoln. Uma das imagens mostrava Croft usando um anel com as iniciais de LZ. A investigação também revelou que a funcionária forneceu 11 chips de celular ao detento. A perícia apontou que um desses chips foi utilizado 9.477 vezes por presos, ampliando os riscos de crimes, corrupção e comunicação ilegal dentro da prisão. Apesar de ter recebido treinamento específico sobre anticorrupção e padrões profissionais ao assumir o cargo, em julho de 2022, Croft negou inicialmente qualquer irregularidade. Em fevereiro de 2023, após rumores internos, ela participou de uma reunião disciplinar e chegou a ser suspensa, mas retornou ao trabalho em abril, depois de a apuração inicial não ser conclusiva. As suspeitas, no entanto, ressurgiram quando ela continuou em contato com o preso. Croft acabou confessando duas acusações de má conduta em cargo público. Durante a defesa, o advogado Neil Sands argumentou que a cliente se encontrava emocionalmente fragilizada em razão de relacionamentos anteriores. Ao proferir a sentença, o juiz Luke Blackburn descartou a possibilidade de pena suspensa. — Você formou um relacionamento com um prisioneiro, tornou-se obcecada por ele, a ponto de enviar fotos íntimas e manter um objeto pessoal com a imagem dele em sua casa. Os riscos disso são óbvios para qualquer pessoa. Mesmo após ser alvo de suspeitas, manteve o relacionamento inadequado — afirmou. Segundo o magistrado, a conduta da funcionária a deixou vulnerável a chantagem e corrupção, agravante determinante para a pena de prisão em regime fechado.