Unidade de casos arquivados investiga outras possíveis vítimas de Dominique Pelicot, condenado por drogar e estuprar sua mulher, na França

O francês Dominique Pelicot, condenado por orquestrar o estupro de sua então esposa Gisele Pelicot, agora é alvo de uma investigação mais ampla conduzida por uma unidade especializada em casos arquivados, a fim de identificar outros crimes, informou a promotoria à AFP nesta sexta-feira. A unidade especializada em casos arquivados iniciou uma nova investigação na segunda-feira sobre "trajetórias criminais" para identificar outras possíveis vítimas de Pelicot, informou a promotoria de Nanterre, perto de Paris, confirmando informações da emissora RTL. Dominique Pelicot foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão por estupro qualificado, após recrutar dezenas de desconhecidos para estuprar sua então esposa depois de drogá-la em sua casa na cidade de Mazan, no sul do país, entre 2011 e 2020. Sua ex-esposa, Gisele Pelicot, foi considerada uma heroína por sua coragem e dignidade durante o julgamento, no qual todos os 51 réus foram considerados culpados. Desde então, Dominique Pelicot foi interrogado em outros dois casos: um estupro seguido de assassinato em Paris, em 1991, e uma tentativa de estupro na região de Seine-et-Marne, em 1999. Ele negou envolvimento no caso de 1991, mas admitiu o segundo após ser identificado por meio de exame de DNA. A advogada Florence Rault, que representa as partes civis no caso, disse que acolheu bem a ampliação da investigação, mas declarou à AFP: "Estou surpresa que não tenha sido feita antes", visto que Pelicot foi investigado pela primeira vez em 2022.