Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para retomar a cobrança de R$ 148,4 milhões, que estava suspensa desde 2022. Os valores dizem respeito ao custo operacional pela oferta de empréstimos consignados em benefícios previdenciários. Com o acordo, os valores devidos passam a ser regularizados. Este custo é cobrado de instituições financeiras que firmam Acordo de Cooperação Técnica com o INSS para a operacionalização do crédito consignado. A taxa cobre os custos da gestão, o controle e a segurança das operações realizadas diretamente na folha de pagamento dos benefícios. O INSS destacou a importância da medida para o equilíbrio financeiro do sistema. “A medida fortalece a governança, assegura o cumprimento da legislação e contribui para o equilíbrio financeiro do sistema, sem gerar qualquer prejuízo para os beneficiários da Previdência Social.” Segundo a ABBC, o pagamento é retroativo, se referindo aos anos de 2022 (R$ 45,8 milhões), 2023 (R$ 46,9 milhões) e 2024 (R$ 55,7 milhões). O presidente do INSS, Gilberto Waller Jr. diz que o valor cobrado de cada banco é em relativo ao custo total de sua oferta e operação. —Tem servidores, sistema, ouvidoria. Até 2022 esse custo era única e exclusivamente do Tesouro. Não é justo, porque o INSS não ganha com consignado — afirmou em entrevista à GloboNews.