Depois de ser alvo de ação da Polícia Federal (PF) na quarta-feira 14, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, o empresário Nelson Tanure declarou não ter exercido controle ou participação societária no extinto Banco Master. “Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, afirmou o empresário em nota. + Leia mais notícias de Economia em Oeste As buscas realizadas nas residências e empresas de Tanure fazem parte de uma investigação que visa esclarecer possíveis operações financeiras com fundos e corretoras associadas ao Banco Master. Durante a operação, a PF cumpriu 42 mandados de busca e apreensão em cinco Estados, tendo como principais alvos o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele. https://www.youtube.com/watch?v=WPjruwtg8eA Suspeitas de controle indireto e estruturas societárias Autoridades investigam indícios de que Tanure teria, por meio de empresas como Aventti, fundo Estocolmo e a Banvox, assumido controle indireto do Banco Master. O procurador Marcos Salati, do Ministério Público Federal (MPF) , relatou, no pedido à PF, que essas entidades integrariam uma estrutura usada para ocultar a real participação de Tanure em instituições nas quais investe. No pedido de inquérito, o Ministério Público incluiu informações da Esh, que apontam para um arranjo empresarial supostamente criado por Tanure para dificultar a identificação de sua relação com empresas investidas. Tanure negou, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 16, qualquer vínculo societário, direto ou indireto, com o banco, “inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”. Tanure diz que manteve apenas relação comercial com o Master O empresário destacou que manteve com o Banco Master apenas relações comerciais, atuando como cliente ou investidor, como faz com outras instituições no Brasil e no exterior. Segundo ele, as operações envolveram aplicações financeiras, crédito, gestão de fundos e compra de participações, sem influência na administração ou conhecimento das operações internas. Tanure ainda declarou não ter envolvimento ou conhecimento sobre eventuais relações do Banco Master com terceiros, como Reag, BRB, Fictor ou outras instituições. Leia também: "O silêncio dos indecentes" , artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 305 da Revista Oeste Ele ressaltou que vinha reduzindo gradualmente sua exposição ao banco e que os valores remanescentes constituem perdas consideradas normais em operações de risco. O empresário reforçou sua disposição em colaborar com as autoridades e disse confiar na apuração dos fatos. Tanure também informou que a busca judicial apreendeu seu aparelho celular e classificou o episódio como “cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira”. Operação Compliance Zero De acordo com os investigadores da Operação Compliance Zero, Daniel Vorcaro teria utilizado uma rede de fundos para realizar transações financeiras ilícitas, visando desviar recursos em benefício próprio e de aliados. A defesa de Tanure ressaltou que ele possui “décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”. Os advogados do empresário afirmaram ter convicção de que, ao final das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) , ficará comprovada a inexistência de qualquer ato ilícito envolvendo Tanure e o Banco Master. O post Nelson Tanure nega controle do Banco Master apareceu primeiro em Revista Oeste .