As redes acompanharam Tati Machado nas diferentes fases da gravidez até o momento mais difícil. A apresentadora da TV Globo e do GNT, de 34 anos, perdeu o bebê em maio do ano passado, comovendo o público. Em participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do GLOBO, disponível no YouTube e no Spotify, ela falou sobre os limites da exposição nas mídias sociais e sobre como a dor também aproximou pessoas em sua vida, como a cantora Lexa, que havia passado por experiência semelhante meses antes. Antes e depois: acesse a ferramenta do GLOBO com informações sobre os 407 brothers e sisters que passaram pelo BBB Assista a entrevista completa a seguir. Por ter exposto a gravidez, quando aconteceu a tragédia, teve que dar satisfação. Se arrependeu de ter se exposto tanto? Acho que expus até pouco perto do que podia. Quando estava grávida, pensei em fazer uma série de vídeos, contando como descobri, cada coisa... Aí, declinava, pensava "deixa eu viver isso". Estou na casa das pessoas de segunda a sexta-feira, não tem como não expor. O meu corpo estava ali, falando "oi, estou grávida". Quando a gente postou o anúncio do que tinha acontecido, eu estava deitada, tinha acabado de ter o Rael. Aprovei um texto, pô. Porque era importante para mim. Criei uma força e um trabalho de ressignificar. Só quem estava lá comigo, entende. Foi um dia e um parto lindo. Quando estava grávida e me perguntaram como eu me sentia, respondi que como uma super heroína. E nem quando recebi a notícia de que o meu bebê tinha morrido, me senti fraca. Vivi todo esse processo com muita tristeza e, ainda assim, dentro de uma redoma de força que não sei te explicar. A cantora Lexa, que havia vivido quase a mesma dor, te estendeu a mão. Qual foi a importância dela nesse seu processo? Quando aconteceu, na mesma hora, pensei na Lexa, que já era minha amiga, mas não com tanta proximidade. Ela me mandou mensagem dizendo "estou aqui" e eu disse "eu quero". Eu e Bruno fomos para a casa dela e do Ricardo (marido de Lexa), que explicaram para a gente como tinha sido. Na viagem que fizemos juntos à Amazônia, eu e Bruno falávamos: "Imagina ter passado o que eles passaram?". Porque ela fez ensaio fotográfico, a neném nasceu, eles alimentaram esperança. Um dia, a gente conversando, eles viraram e falaram: "A gente não consegue nem imaginar o que vocês passaram, achamos que é muito pior". Cada experiência é uma. Cada família tira força de onde consegue. Muitas relações surgem da dor. Lexa, para me ajudar a viver a minha dor, revisitou a dor dela. E não é fácil, porque você já está em outra fase do luto.