A Cemig inaugurou, no município de Serra da Saudade, em Minas Gerais, seu primeiro projeto de geração de energia solar com armazenamento por meio de baterias. A iniciativa receberá investimentos de R$ 7 milhões e tem capacidade de 2,0 MWh, suficiente para abastecer entre 300 e 400 casas em um único dia com base no consumo médio do país. Poucas chuvas: Ministério quer manter vazão de Belo Monte para evitar redução na oferta de energia No Rio: Lula diz em evento que salário mínimo de R$ 1.621 é baixo e defende novo aumento Com a solução, em vez de injetar a energia solar diretamente na rede convencional, a eletricidade gerada passa a carregar um banco de baterias. De acordo com a empresa, em casos de falhas na rede principal, o equipamento pode sustentar a demanda de energia da cidade por até 48 horas. Serra da Saudade conta com pouco mais de 800 habitantes. O investimento da companhia ocorre em um momento de excesso de geração solar, que vem forçando empresas do setor a reduzir a produção, prática conhecida como curtailment. A medida, determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), é adotada para evitar interrupções no fornecimento de energia no país, diante de uma oferta superior à demanda. A Cemig estuda replicar a solução em outras dez localidades de Minas Gerais com características semelhantes, especialmente em áreas de topografia complexa e redes extensas, onde soluções convencionais podem ultrapassar R$ 30 milhões em custos. — Serra da Saudade foi selecionada a partir de um estudo detalhado de viabilidade, que mostrou a microrrede como a melhor solução para garantir segurança e reduzir interrupções — ressalta o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho.