A agência reguladora de aviação dos Estados Unidos alertou, nesta sexta-feira, para a existência de "atividade militar" no espaço aéreo de determinadas regiões, especialmente próximas ao México e a vários países da América Central e do Sul, e pediu que se redobre a cautela. O alerta da Administração Federal de Aviação (FAA, sigla em inglês) menciona "situações potencialmente perigosas", que também poderiam perturbar os sistemas de navegação por satélite, e abrange um período de sessenta dias, mas não detalha quais seriam as atividades e seus objetivos. O presidente americano, Donald Trump, advertiu em 8 de janeiro que os Estados Unidos iriam "iniciar ataques terrestres" contra os cartéis do narcotráfico, depois de já terem sido realizados ataques contra embarcações marítimas no Caribe e no Pacífico, apontadas pelo governo Trump como ligadas ao narcotráfico, além de um bombardeio realizado por drones americanos a um porto no litoral da Venezuela. Initial plugin text No comunicado, a FAA alertou que aeronaves militares em podem operar em altitudes de cruzeiro padrão ou abaixo delas sem transponders ativados ou aviso prévio em setores específicos da América Central e porções significativas do Oceano Pacífico Oriental, como México, Panamá, Colômbia e Equador. "AVISO AOS OPERADORES DOS EUA: EXERÇÃO DE CAUTELA AO OPERAR NAS ÁREAS SOBRE O OCEANO PACÍFICO NA REGIÃO DE INFORMAÇÃO DE VOO DA AMÉRICA CENTRAL (MHTG) DEVIDO A ATIVIDADES MILITARES E INTERFERÊNCIAS NO GNSS. EXISTEM RISCOS POTENCIAIS PARA AERONAVES EM TODAS AS ALTITUDES, INCLUSIVE DURANTE O SOBREVOO E NAS FASES DE CHEGADA E PARTIDA", dizia o alerta.