Matthew McConaughey patenteou sua imagem e voz para se proteger da inteligência artificial

O ator americano Matthew McConaughey registrou trechos de voz e vídeo junto às autoridades de propriedade intelectual dos EUA para patenteá-los e impedir que sua imagem seja usada sem seu consentimento em plataformas de inteligência artificial (IA). Mudança: TV Cultura anuncia Ernesto Paglia como novo apresentador do 'Roda viva' Tati Machado fala sobre exposição nas redes e amizade com Lexa: 'Muitas relações surgem da dor' O registro junto ao Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO) foi feito pelo braço comercial da Fundação Just Keep Livin, criada pelo ator e sua mulher, Camila Alves, segundo os bancos de dados do escritório consultados pela AFP. Após o surgimento do ChatGPT, diversos artistas expressaram preocupação com o uso não autorizado de suas imagens por meio de inteligência artificial generativa. No entanto, poucos recorreram à justiça para impedir tal prática. Um dos exemplos mais notáveis ​​é o da atriz Scarlett Johansson, que processou o aplicativo Lisa AI em 2023 por criar uma imagem sua sem seu consentimento para um anúncio publicitário. McConaughey, que ganhou um Oscar em 2014, está adotando uma nova abordagem ao tomar a iniciativa de proteger legalmente sua imagem e sua voz. Novidade: Harry Styles anuncia novo álbum 'Kiss all the time. Disco, occasionally'; saiba data de lançamento McConaughey não se opõe totalmente à IA generativa e possui participação acionária na startup ElevenLabs, especializada em tecnologia de voz. A empresa já criou uma versão em IA da voz dele. "Queremos garantir que nossos clientes tenham o mesmo tipo de proteção que suas empresas têm", explicou o advogado Kevin Yorn, que representa o ator. Ele acrescentou que também querem que seus clientes recebam "parte do valor que está sendo gerado com essa nova tecnologia por meio do uso de sua voz e imagem". Que leis protegem os usuários contra o uso não autorizado de sua imagem na internet? A proteção legal contra o uso não autorizado de imagens de celebridades por inteligência artificial varia de acordo com a jurisdição, mas nos Estados Unidos diversas leis e propostas legislativas relevantes foram aprovadas, como indica a AP: Lei dos Direitos das Celebridades da Califórnia: Esta lei concede direitos de imagem às celebridades, permitindo-lhes controlar o uso comercial de seu nome, imagem e voz, mesmo após sua morte. Lei ELVIS (Tennessee): Sancionada em 2024, esta lei protege músicos e artistas contra a replicação não autorizada de suas vozes por inteligência artificial, tornando-se assim a primeira legislação desse tipo nos Estados Unidos. Lei NO FAKES: uma proposta federal que busca estabelecer direitos de propriedade intelectual sobre a voz e a imagem de indivíduos, protegendo-os assim contra réplicas digitais não autorizadas geradas por IA. Lei TAKE IT DOWN: Projeto de lei federal aprovado em 2025 que aborda a remoção de conteúdo íntimo não consensual e deepfakes online, facilitando para as vítimas solicitarem a remoção desse conteúdo. Além disso, leis estaduais como as da Califórnia e do Texas criminalizaram a criação e distribuição de deepfakes para fins maliciosos, incluindo interferência eleitoral e pornografia não consensual.