Trump nomeia secretário de Estado dos EUA e ex-premier britânico para conselho de paz de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta sexta-feira o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico, Tony Blair, como membros fundadores do Conselho de Paz de Gaza, anunciou a Casa Branca. O republicano também incluiu seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, entre os membros do "conselho executivo fundador", composto por sete pessoas, segundo um comunicado. Ameaça de Trump: Entenda como guerra em Gaza enfraqueceu Irã e por que Venezuela alimenta vulnerabilidade do regime Sob ameaça dos EUA: União Europeia recomenda que companhias aéreas evitem espaço aéreo iraniano O próprio Trump presidirá o órgão, e espera-se que mais nomeações sejam anunciadas nas próximas semanas. Blair é uma escolha controversa no Oriente Médio devido ao seu papel na invasão do Iraque em 2003. O próprio Trump disse no ano passado que queria garantir que Blair fosse uma "escolha alinhada ao seu partido". O presidente americano anunciou a criação do conselho na quinta-feira, um elemento-chave da segunda fase de um plano apoiado por Washington para encerrar a guerra no território palestino. “Posso afirmar com certeza que este é o maior e mais prestigiado conselho já reunido, em qualquer lugar”, afirmou o presidente nas redes sociais ao fazer o anúncio. A criação do conselho ocorre logo após o anúncio de um comitê tecnocrático palestino de 15 membros encarregado de administrar a Faixa de Gaza no período pós-guerra. O ex-vice-primeiro-ministro palestino Ali Shaath presidirá o comitê. Initial plugin text Nesta sexta, o presidente dos EUA também nomeou o major-general americano Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização (FIE) em Gaza. O plano de paz para Gaza, apoiado pelos EUA, entrou em vigor em 10 de outubro, facilitando o retorno de todos os reféns mantidos pelo Hamas e pondo fim aos combates entre o grupo terrorista e Israel. A segunda fase do plano está em andamento, embora ofuscada por questões não resolvidas. Para os palestinos, a questão central continua sendo a retirada militar israelense completa de Gaza, uma medida incluída no plano, mas para a qual nenhum cronograma detalhado foi anunciado. Outro ponto ainda sem solução é o desarmamento total do Hamas, medida com a qual o grupo se recusou a se comprometer publicamente, uma exigência inegociável das autoridades israelenses.