Em pleito realizado no Morumbis, na noite desta sexta-feira, os conselheiros do São Paulo votaram pelo impeachment do presidente Júlio Casares. Em votação híbrida (presencial e online) e secreta, 188 membros do conselho tricolor se posicionaram a favor da saída de Casares. Com a aprovação dos conselheiros para o impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres, terá que convocar uma Assembleia Geral dentro dos próximos 30 dias, ou seja, até o dia 15 de fevereiro. Até lá, Júlio Casares ficará afastado do comando do tricolor. O vice-presidente Harry Massis Junior, de 80 anos, assume o comando do clube até que seja realizada uma votação entre sócios na assembleia que será convocada por Ayres. Ao contrário da votação desta noite, quando ficou pré-estabelecido que eram necessários pelo menos 170 votos a favor do impeachment para Casares ser destituído do cargo, no pleito dos sócios bastará apenas uma maioria simples, com diferença mínima, para que o processo seja aprovado. Se isso acontecer, Júlio Casares deixará a presidência do São Paulo de forma definitiva. O mandato de Casares vai até dezembro deste ano. Com isso, caso ele seja destituido definitivamente. Harry Massis Junior será o presidente do São Paulo até o final do ano. Um novo pleito para escolher o próximo presidente no triênio de 2027 a 2029 será realizado também ao término de 2026. O pedido de impeachment de Júlio Casares foi protocolado pelo grupo "Salve o Tricolor Paulista" devido aos recentes escândalos de corrupção no tricolor, que tem tido os bastidores investigados pela Polícia Civil de São Paulo. Há suspeita de um esquema ilegal de venda de ingressos para shows em um dos camarotes do Morumbis e desvio de dinheiro do clube. Além disso, foram identificadas movimentações suspeitas relacionadas ao próprio Casares, que teria recebido R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro entre janeiro de 2023 e maio de 2025, período que já estava na prediência do tricolor.