No Brasil, a gorjeta não é obrigatória por lei. Ou seja, nenhum estabelecimento comercial pode exigir o pagamento da taxa de serviço ou incluí-la automaticamente na conta. No entanto, na prática, é comum pagar 10% do valor total da conta como gratificação. Veja ranking: Londres é eleita melhor cidade gastronômica do mundo em prêmio de plataforma 'Injusto': turistas de fora da Europa reclamam de aumento de preços no Museu do Louvre Isso não acontece apenas em solo nacional, mas praticamente em todo o mundo. Então, caso queira viajar para o exterior, você deve levar esse ponto em consideração, especialmente ao levar em conta as despesas "extras". O "día de los muertos" no México é celebrado com festas, como um retorno transitório das almas queridas Getty Images De acordo com diversos estudos e relatórios, este é o ranking dos dez países onde se paga mais gorjetas. 10. Reino Unido No Reino Unido, muitos restaurantes adicionam automaticamente uma taxa de serviço entre 10 e 12,5%. Se essa taxa não constar na conta, espera-se que o cliente a pague voluntariamente. Em Londres e outras grandes cidades, dar gorjeta tornou-se quase automático, especialmente em restaurantes formais. Veja ranking de turismo sustentável: Quais são os cinco melhores lugares para viajar em 2026? 9. Chile No Chile, a gorjeta padrão é de 10%, e muitos restaurantes perguntam diretamente aos clientes se desejam adicioná-la à conta. Embora seja possível recusar, não fazê-lo geralmente causa desconforto e pode ser interpretado como falta de educação. Essa prática é tão comum que muitos consumidores a consideram parte do preço final. Em bares e cafés, arredondar a gorjeta também é comum, especialmente em áreas urbanas. 8. México Embora a Procuraduría Federal del Consumidor (Profeco) enfatize que a gorjeta é voluntária, na prática, deixar entre 10 e 15% é quase uma norma social. Em destinos turísticos, não deixar gorjeta não é bem-visto especialmente em restaurantes, hotéis e passeios guiados. Assim, o México é um dos países onde dar gorjeta é mais "esperado", embora não seja obrigatório. Turismo e barulho em jogo: proposta para limitar venda de álcool em Lisboa é criticada por não barrar consumo nas ruas 7. Argentina Na Argentina, dar gorjeta não é obrigatório, mas é uma prática bastante comum. Nos restaurantes, prevê-se uma queda de cerca de 10%, especialmente em Buenos Aires e nas zonas turísticas. O contexto econômico reforçou essa prática, já que muitos trabalhadores do setor de serviços dependem de gorjetas para complementar sua renda. Em cafés, bares e táxis, arredondar o valor da conta é uma prática comum. 6. Brasil No Brasil, a maioria dos restaurantes inclui automaticamente uma taxa de serviço de 10%. Essa taxa funciona como uma gorjeta padrão e geralmente aparece diretamente na conta. Ainda assim, em zonas turísticas ou restaurantes mais sofisticados, muitos clientes deixam uma gorjeta adicional se estiverem satisfeitos com o serviço. Isso normalizou a ideia de que a gorjeta é uma parte fixa do consumo, embora tecnicamente possa ser recusada se o cliente a solicitar. 5. França Na França, o conceito de 'serviços incluídos' abrange cerca de 15% por serviço no custo total final. Ainda assim, é comum deixar uma gorjeta extra de 5 a 10% se o serviço foi particularmente bom. Neste último caso, a gorjeta adicional não é obrigatória, mas está associada ao reconhecimento de um bom serviço. Em cafés e bares, deixar moedas sobre a mesa ainda é uma prática comum. 4. Noruega Na Noruega, dar gorjeta também não é obrigatório, mas, na prática, tornou-se comum deixar entre 10 e 20% em restaurantes, especialmente em Oslo e seus principais destinos turísticos. O alto custo de vida influencia diretamente essa prática. Em bares e restaurantes sofisticados, não deixar gorjeta pode ser interpretado como um sinal de insatisfação. Embora a pressão não seja tão direta quanto nos Estados Unidos, os viajantes muitas vezes sentem-se compelidos a deixar dinheiro extra para evitar inconvenientes. Veja ranking: Os passaportes mais poderosos do mundo em 2026 3. Suíça Na Suíça, a taxa de serviço geralmente está incluída na conta, com um valor próximo a 15%, que tecnicamente cobre a gorjeta. No entanto, em restaurantes sofisticados ou áreas turísticas, é comum arredondar o valor para cima ou deixar uma gorjeta adicional. Apesar dos altos salários, a cultura de serviço premium leva muitos clientes a recompensar um atendimento excepcional. Isso faz da Suíça um dos países europeus onde as gorjetas são mais comuns, embora menos visíveis do que na América do Norte. 2. Canadá O Canadá mantém uma cultura de gorjetas muito semelhante à dos Estados Unidos. Em restaurantes, é comum deixar entre 15% e 20% da conta, especialmente em cidades como Toronto, Vancouver e Montreal. Em alguns sistemas de pagamento, as opções de gorjeta já vêm pré-configuradas a partir de 18%. Embora os salários sejam mais altos do que nos Estados Unidos, as gorjetas ainda são consideradas uma parte essencial da renda dos funcionários do setor de serviços. Em bares, cafés e táxis, também é esperado deixar gorjeta. Não fazê-lo geralmente é considerado falta de educação. 1. Estados Unidos Os Estados Unidos são líderes incontestáveis. Em restaurantes, bares e cafés, espera-se uma gorjeta entre 20 e 25%, e em alguns casos até mais. Isso ocorre porque o salário base dos garçons geralmente é baixo, já que a lei permite complementar a renda com gorjetas. Não incluir essa taxa extra pode levar a confrontos diretos ou até mesmo a reclamações da equipe com o cliente. Além disso, a prática de dar gorjeta se estende a taxistas, entregadores, funcionários de hotéis e até mesmo a serviços de beleza, tornando o país um dos mais caros nesse aspecto para os viajantes. Depois de viagens ao Iêmen e Antártida: Pico Iyer relata 'aventura' com Timothée Chalamet em 'Marty Supreme' Existem países onde dar gorjeta não é costume? Diferentemente do que ocorre na América e na Europa, em grande parte da Ásia dar gorjeta não é uma boa ideia. Em países como o Japão, a China e a Coreia do Sul, isso pode ser interpretado como uma falta de respeito ou uma tentativa de suborno. A exceção são Hong Kong e a Índia, onde uma gorjeta de cerca de 10% é costumeira. Antes de viajar, entender essas diferenças culturais pode evitar situações constrangedoras e gastos desnecessários.