O que acontece ao deixar o carregador do celular conectado por muito tempo? Saiba consequências

O carregador continua ligado na tomada, o celular sumiu e ninguém parece se importar. É uma cena comum em muitos lares colombianos, repetida diariamente sem muita reflexão. No entanto, por trás desse gesto automático, esconde-se um consumo silencioso de energia e uma série de efeitos que, com o tempo, podem afetar tanto seu bolso quanto a durabilidade dos dispositivos eletrônicos. Bateria do celular inchada? Entenda por que isso acontece e quais os riscos Por que uso de celular empobrece o diálogo? Entenda como recuperar a capacidade de conversar Mesmo quando o carregador não está alimentando um telefone, ele não fica completamente inativo. Como permanece conectado à rede elétrica, alguns de seus circuitos continuam funcionando em segundo plano. Esse fenômeno é conhecido como consumo em modo de espera ou consumo fantasma, uma forma de gasto de energia que não é percebida imediatamente, mas que se acumula ao longo dos meses. Consumo que passa despercebido Um carregador que não está em uso direto consome muito pouca eletricidade por si só. É improvável que aumente significativamente sua conta de energia. O problema surge quando vários dispositivos estão permanentemente conectados na mesma casa: carregadores espalhados pelos cômodos, televisores em modo de espera, consoles de jogos, decodificadores e roteadores ligados 24 horas por dia. Verão digital: como proteger seu celular e seus dados durante férias e viagens Estudos técnicos estimam que o consumo anual de energia de um carregador conectado à tomada varia de acordo com sua idade. Modelos mais recentes, fabricados após 2022, podem consumir menos de um quilowatt-hora por ano. Em contrapartida, carregadores mais antigos, especialmente os fabricados antes de 2010 , podem triplicar esse valor. No geral, esse gasto desnecessário acaba se refletindo na conta de luz e em um uso ineficiente dos recursos energéticos. Além do custo econômico, especialistas alertam que esse tipo de consumo contínuo também tem impacto ambiental, aumentando a demanda de energia sem uma função real. Por esse motivo, desligar da tomada os aparelhos que não estão em uso tornou-se uma das recomendações mais frequentes para a eficiência energética. É perigoso deixá-lo ligado na tomada? Do ponto de vista da segurança, um carregador conectado sem um telefone a ele ligado não representa, por definição, um risco imediato. Carregadores modernos e certificados possuem sistemas de proteção projetados para regular a corrente e evitar falhas graves. No entanto, o nível de risco muda quando se trata de acessórios de baixa qualidade, falsificados ou visivelmente danificados. Como preservar a bateria do iPhone nesse calorão? Veja dicas para evitar desgaste do aparelho no verão O calor é um dos principais fatores. Embora a energia dissipada seja mínima, o carregador permanece sob tensão constante, o que gera um ligeiro aumento de temperatura. Com o tempo, esse calor pode acelerar o desgaste dos componentes internos e aumentar a probabilidade de falhas, especialmente se o plugue estiver com defeito ou o ambiente for úmido. Em casos raros, mas possíveis, um carregador defeituoso pode superaquecer e se tornar um risco. Portanto, especialistas enfatizam que o risco não reside em um incidente isolado, mas sim no uso repetido do carregador e na qualidade do próprio carregador. Além da questão de segurança, deixar o carregador conectado o tempo todo pode reduzir sua vida útil. A conexão permanente à fonte de energia exerce uma pressão contínua sobre o dispositivo, o que pode levar a falhas prematuras e à necessidade de substituição antecipada. Celular dos pais e idade falsa: como adolescentes estão burlando a proibição a redes sociais na Austrália Quando o telefone atingir 100% Uma prática igualmente comum é deixar o celular conectado à tomada mesmo depois de a bateria estar totalmente carregada. Os smartphones modernos são projetados para evitar sobrecarga, interrompendo o fluxo principal de energia quando a bateria está completamente carregada. No entanto, eles mantêm um consumo mínimo de energia, conhecido como carregamento lento, que serve para preservar esse nível de carga. Esse processo não causa danos imediatos, mas exerce uma leve pressão sobre a bateria, especialmente quando repetido com frequência. O calor é, mais uma vez, o principal culpado. Manter o dispositivo conectado por muitas horas, principalmente com carregadores não certificados, pode acelerar a degradação das baterias de íon-lítio. Por esse motivo, especialistas recomendam não tornar o carregamento a 100% uma rotina permanente. Manter a bateria entre 20% e 80% ajuda a prolongar sua vida útil e preservar sua capacidade para mais ciclos de carga. Em última análise, desconectar o carregador quando não estiver em uso e retirar o telefone assim que o carregamento estiver completo são gestos simples. Eles não implicam uma mudança drástica na sua rotina diária, mas representam uma forma mais consciente e responsável de se relacionar com a energia e com os dispositivos que fazem parte do seu dia a dia.