Vai fazer cirurgia plástica? Veja como se proteger do sol antes e depois do procedimento

O verão é um período em que existe muita procura pelas cirurgias plásticas, especialmente porque muitas pessoas aproveitam as férias, pois podem ter um tempo maior de recuperação em casa, para buscar os procedimentos. De 0 a 60+: veja se você está em dia com a carteira de vacinação em ferramenta interativa do GLOBO Vacinação: Brasil atingiu a meta de cobertura para apenas 2 vacinas em 2025; veja quais Como aponta Ricardo Cavalcanti, cirurgião plástico e coordenador do Departamento de Cirurgia Estética e Reconstrutiva da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), a taxa de procura para todos os tipos de cirurgia aumentam em cerca de 30% nesse período do ano. No entanto, maior exposição solar pode interferir diretamente no resultado final dos procedimentos estéticos, favorecendo o aparecimento de manchas e na cicatrização. Por isso, a proteção da pele durante o período é essencial. Cuidados no sol (antes da cirurgia) Cavalcanti recomenda evitar o bronzeamento e a exposição demorada ao sol intenso por pelo menos 30 dias antes da cirurgia. — A pele sensibilizada pelo sol tende a cicatrizar pior, aumentando o risco de inflamações e marcas aparentes, explica o especialista. O uso diário de protetor solar (de 50 FPS ou mais), mesmo em dias nublados, ajuda a manter a pele saudável para o procedimento — aponta. Os melhores horários para exposição ao sol de forma segura, como indica o cirurgião, são de 7h às 9h, e das 15h à 16h. O que fazer para se proteger após a cirurgia Após a realização de uma cirurgia plástica, o mais importante é que a cicatrização corra bem. Dessa forma, a exposição direta ao sol não é recomendada, pois os raios UV podem causar manchas e atrasar o processo natural da pele de cicatrizar. — A pele sensibilizada pelo sol tende a cicatrizar pior, aumentando o risco de inflamações e marcas aparentes. Por isso, mesmo dentro de casa é importante manter passando o protetor solar — aponta o cirurgião. O período longe da exposição ao sol forte, de acordo com Cavalcanti, deve ser de, no mínimo, três meses, ou para regiões mais expostas, como rosto, abdômen e mamas de até um ano. — Dependendo do caso, eu indico o uso de fitas ou gel de silicone sobre as cicatrizes. O retorno à praia ou piscina só deve acontecer com liberação médica, geralmente após 30 a 60 dias. Mesmo liberada, a exposição deve ser breve, fora dos horários de sol intenso e sempre com proteção reforçada — orienta. Além disso, o médico também recomenda investir em um chapéu com aba mais larga e, de preferência, com proteção UVA e UVB. Cavalcanti esclarece que cuidar da pele após uma cirurgia plástica é um investimento no resultado e na saúde.