Uma mulher de 70 anos morreu após andar na montanha-russa Revenge of the Mummy, no parque temático Universal Orlando, na Flórida, segundo registros oficiais divulgados nesta sexta-feira (16). A vítima, que não teve o nome revelado, foi encontrada inconsciente logo após completar o percurso da atração, em 25 de novembro, e levada às pressas para um hospital, onde não resistiu. De acordo com o relatório, a causa da morte não foi informada. No entanto, documentos apontam que, entre outubro e dezembro, ao menos outros oito ferimentos ou episódios médicos foram registrados no parque. A Revenge of the Mummy, inaugurada em 2004, atinge velocidades de até 72 km/h e já esteve associada a 21 incidentes ao longo de sua operação, incluindo relatos de convulsão, fratura vertebral, além de casos de náusea e tontura. Histórico recente de ocorrências De acordo com o The Sun, o episódio ocorre meses após a morte de Kevin Zavala, de 32 anos, que passou mal após andar na montanha-russa Stardust Racers, no Epic Universe, novo parque da Universal. Zavala foi encontrado inconsciente em 17 de setembro e morreu no hospital em decorrência de “múltiplos traumatismos contundentes”, segundo legistas, que classificaram o caso como acidente. Ainda assim, a polícia do Condado de Orange abriu uma investigação por homicídio culposo para apurar possível negligência. Em nota, a corporação afirmou que esse tipo de inquérito é padrão em mortes não naturais, mesmo quando inicialmente tratadas como acidentais. Casos semelhantes também foram registrados fora dos Estados Unidos. Na Suécia, uma mulher de cerca de 30 anos morreu após cair de uma montanha-russa com defeito no parque Gröna Lund, acidente que deixou outras oito pessoas feridas. Imagens de câmeras de segurança mostraram a vítima despencando durante o trajeto, a cerca de 96 km/h, enquanto visitantes reagiam em choque. Já na Alemanha, em 2024, um operário de 20 anos morreu durante testes da montanha-russa Olympia Looping na Oktoberfest. Segundo as autoridades locais, o jovem foi atingido na cabeça quando o brinquedo alcançou velocidade máxima, e a investigação não identificou falhas técnicas. Especialistas em segurança de parques destacam que, apesar de estatisticamente raros, episódios desse tipo reforçam a necessidade de avaliações médicas prévias, manutenção rigorosa das atrações e protocolos claros para resposta rápida a emergências.