O jornalista Erlan Bastos morreu aos 32 anos neste sábado (17), em Teresina. Ele estava internado no Hospital Natan Portella. A informação foi confirmada pela NC TV Amapá, emissora do Grupo Norte de Comunicação, onde o apresentador comandava o programa Bora Amapá. A causa da morte foi tuberculose peritoneal, uma forma rara da doença. Há cerca de um mês, Erlan havia sido internado após apresentar fortes dores no peito e na região abdominal, além de fraqueza intensa e episódios de suor frio durante uma transmissão ao vivo. Na ocasião, o âncora precisou ser encaminhado ao Hospital de Emergência, onde recebeu atendimento médico. Conhecido pela atuação no jornalismo de entretenimento e de bastidores, Erlan construiu uma trajetória marcada por opinião forte, proximidade com o público e grande alcance nas redes sociais. Nascido em Manaus, em uma família de poucos recursos, teve infância difícil e chegou a trabalhar como catador de latinhas. Em busca de melhores oportunidades, mudou-se para São Paulo. Relatava que, ao chegar à cidade, foi assaltado na Rodoviária do Tietê e chegou a viver em situação de rua por cerca de três meses. Ganhou projeção nacional em 2018, com o canal Hora da Venenosa no YouTube. Formado em Jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove), iniciou a carreira em 2013 como repórter do Balanço do Dia, da Rede TV! Manaus. Passou por veículos como Amazonas 24 Horas, TV Cidade (Hora do Veneno), TV Meio Norte (Vida de Artista), além de Record, SBT, Rádio Tupi, CNT e Rádio Bandeirantes. Em 2020, apresentou o Balanço Geral Ceará. Também esteve à frente do portal Em OFF. Erlan deixa a mãe, Elândia, irmãos e o companheiro. Em nota oficial, a NC TV Amapá lamentou a morte do apresentador e destacou o impacto deixado no curto período em que integrou a equipe. Segundo a emissora, Erlan marcou o jornalismo do estado pela postura firme, compromisso com a verdade e atuação investigativa e crítica, dando voz a denúncias e fortalecendo o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.