Menina de 13 anos morre em incêndio em beliche no Reino Unido; inquérito não aponta causa definitiva

Uma estudante de 13 anos morreu após um incêndio atingir o quarto onde dormia, em uma casa em Prescot, no Reino Unido. Layla Allen foi encontrada sem vida pelos bombeiros no topo de um beliche, durante a madrugada, depois que o imóvel foi tomado pelas chamas. O caso foi analisado em um inquérito oficial nesta semana, que terminou com conclusão inconclusiva sobre a origem do fogo. Mulher de 70 anos morre após passar por montanha-russa na Universal Orlando Os bombeiros foram acionados para a residência e procuraram por Layla, a única integrante da família que ainda estava dentro da casa em chamas. Os pais, Shaun Allen e Michelle McGurry, e os cinco irmãos da adolescente conseguiram escapar. Layla, aluna do 8º ano da St Edmund Arrowsmith School, em Whiston, foi declarada morta no local. Investigação aponta início do fogo no beliche Segundo a oficial de investigação do Serviço de Bombeiros e Resgate de Merseyside, Ruth Baller-Wilson, o padrão da queimada indica que o incêndio começou no beliche, mais especificamente na cama superior, espalhando-se pela roupa de cama antes de atingir o colchão. A propagação das chamas teria sido favorecida pelo oxigênio que entrava por uma janela aberta ao lado da cama. Todas as fontes comuns de ignição foram descartadas, com exceção de uma chama exposta, como a de um isqueiro. Dois isqueiros descartáveis foram encontrados na casa, embora os pais tenham afirmado que não lhes pertenciam. A Polícia de Merseyside informou não haver indícios de envolvimento de terceiros externos à residência. De acordo com Baller-Wilson, Layla foi encontrada deitada de costas, o que reforça a hipótese de que estivesse dormindo quando o fogo começou. O exame post-mortem apontou que a causa da morte foram os efeitos do incêndio, com altos níveis de monóxido de carbono nos pulmões. A investigadora afirmou que, caso a adolescente estivesse acordada, não haveria um motivo aparente para que não conseguisse sair do beliche e tentar escapar, o que também sustenta a possibilidade de que ela dormia no momento do início do fogo. A legista Anita Bhardwaj explicou que a apuração foi limitada pela impossibilidade de ouvir as outras crianças que estavam na casa. Segundo ela, entrevistas poderiam causar sofrimento adicional aos menores, posição respaldada pelos pais e pelos serviços de proteção à criança, o que impediu a coleta de novos depoimentos e provas, conforme relatado pelo Liverpool Echo. Ao encerrar o inquérito, Bhardwaj declarou o veredito como inconclusivo, afirmando que não havia elementos suficientes para apontar quem iniciou o incêndio ou como exatamente ele começou. A legista também destacou a preocupação com o fato de aquele ter sido o segundo incêndio registrado na mesma casa em cerca de um ano, novamente envolvendo isqueiros, desta vez com um desfecho fatal.