Aos 23 anos, o meio-campista italiano Edoardo Bove foi liberado pela Roma-ITA neste sábado. Isso acontece pouco mais de um ano após o episódio que marcou sua carreira: em 1º de dezembro de 2024, ele sofreu uma parada cardíaca em campo. Ele não podia mais atuar no futebol da Itália, por conta da legislação local, que proíbe concessão de licença a qualquer atleta — amador ou profissional — que utilize um desfibrilador subcutâneo: o jovem teve um aparelho implantado no seu coração após o episódio. Segundo a imprensa italiana, Bove deve assinar com o Watford, da segunda divisão inglesa. “A AS (Associazione Sportiva) Roma anuncia ter rescindido, de comum acordo, o contrato que vinculava o clube a Edoardo Bove”, informou o clube em comunicado. “Hoje começa um novo capítulo da sua carreira. Dan e Ryan Friedkin (os proprietários do clube) desejam a Edoardo o melhor, felizes por ele poder continuar jogando e perseguindo seu sonho dentro de campo." Quando sofreu a parada cardíaca em campo, Bove jogava pela Fiorentina, clube para o qual estava emprestado, em jogo contra a Inter de Milão, válida pela 14ª rodada daquele Campeonato Italiano. Levado às pressas a um hospital de Florença sob o olhar atônito dos jogadores e dos torcedores presentes no estádio Artemio Franchi, o jovem atleta ficou internado por treze dias. Em setembro do ano passado, ele se despediu da Fiorentina e retornou à Roma. Caso realmente vá para o futebol inglês, Bove seguirá os passos do dinamarquês Christian Eriksen: também vítima de um acidente cardíaco no jogo de abertura da Euro 2021, em Copenhague, e que — após receber um desfibrilador subcutâneo — pôde retomar a carreira no início de 2022, depois de rescindir seu contrato com a Inter de Milão. Eriksen se relançou no Brentford antes de assinar, meses depois, com o Manchester United, clube que deixou em setembro passado para jogar no Wolfsburg.