Fósseis revelam que o acasalamento entre algumas espécies de dinossauros era tão violento que resultava em fraturas ósseas. É o que aponta um estudo publicado na revista científica iScience, segundo o qual as evidências deixadas por esses animais pré-históricos indicam relações literalmente de quebrar ossos. Cientistas encontram guepardos mumificados há até 1.800 anos em cavernas da Arábia Saudita Calendário lunar de janeiro 2026: veja as fases da lua no mês O foco da pesquisa é o Olorotitan, dinossauro herbívoro de bico de pato que podia alcançar cerca de oito metros de comprimento e pesar aproximadamente três toneladas. Ao analisar restos esqueléticos da espécie, paleontólogos encontraram repetidamente um número elevado de ossos quebrados e vértebras fraturadas sobrepostas à região da cauda. Esses grandes herbívoros, conhecidos por mandíbulas potentes e dentes próprios para triturar plantas, eram comuns no período Cretáceo Superior, entre 66 milhões e 100 milhões de anos atrás. Também exibiam cristas chamativas na cabeça, que, segundo especialistas, funcionavam como adornos para atrair parceiros. Estrutura óssea do Olorotitan Reprodução: Acta Palaentologica Polonica Inicialmente, os cientistas levantaram a hipótese de que as fraturas seriam resultado de brigas ou do deslocamento em grandes bandos. Com o surgimento de novas evidências, porém, a equipe concluiu que os danos compartilhavam uma origem diferente — e ligada ao comportamento reprodutivo. Inspirado nos polvos, cientistas criam ‘pele sintética’ que muda cor e textura em segundos Em 2019, o paleontólogo Filippo Bertozzo, do Instituto de Ciências Naturais de Bruxelas, viajou ao Museu Paleontológico de Blagoveshchensk, na Rússia, para examinar ossos do dinossauro quando notou lesões incomuns, segundo a revista National Geographic. “Quando percebi o que tinha diante de mim, dei um grito de alegria”, afirmou Bertozzo, autor principal do estudo. Ele já havia observado fraturas semelhantes em outras pesquisas e na literatura científica, especialmente vértebras quebradas próximas aos quadris dos hadrossauros. A análise detalhada confirmou uma teoria que já circulava entre os pesquisadores: as fraturas teriam sido causadas pelos métodos brutais de acasalamento, quando um animal montava o outro. Galerias Relacionadas A forma como os dinossauros conseguiam se reproduzir sempre foi um enigma para a ciência. “Não existem outros animais vivos com uma cauda como a dos hadrossauros, uma cauda grande, longa e musculosa, mantida alta e horizontal em relação ao solo”, explicou Bertozzo. Esses animais possuíam uma única abertura reprodutiva, chamada cloaca, usada para digestão, eliminação de resíduos e reprodução — uma estrutura ainda presente nos répteis atuais. Para copular, macho e fêmea precisavam alinhar perfeitamente essas aberturas, o que exigia contato corporal intenso. Com as caudas rígidas e erguidas, o peso e a pressão envolvidos tornavam o ato propenso a causar traumas severos em um ou em ambos os indivíduos. Os ossos se regeneravam naturalmente com o teAcasalamento à força: fósseis indicam que dinossauros quebravam ossos durante o sexompo — até a temporada seguinte de acasalamento. Segundo especialistas, esses dinossauros viviam entre 10 e 20 anos. Apesar da violência do ato em si, os pesquisadores destacam que o ritual de cortejo era elaborado. De acordo com a National Geographic, os animais realizavam danças complexas para impressionar possíveis parceiros. Arranhões preservados em rochas antigas indicam que eles se reuniam em arenas de cortejo, raspando o solo em exibições rituais — uma espécie de pista de dança pré-histórica.