Quer melhorar o seu PC gamer em 2026? Escolha estas peças

O ano de 2026 marca um ponto crítico para quem deseja montar ou atualizar um PC Gamer, exigindo uma estratégia de compra muito mais cautelosa do que nos ciclos anteriores. Isso porque o mercado atual enfrenta um "superciclo" de alta nos preços da memória RAM, impulsionado pela escassez de componentes desviados para a Inteligência Artificial. Logo, a recomendação imediata para este ano é ter cautela com upgrades, se não forem estritamente necessários. Ao mesmo tempo, navegar pelas novas arquiteturas de hardware, como as séries RTX 50 da NVIDIA e os processadores Ryzen 9000 da AMD ou Core Ultra da Intel, é essencial para garantir a longevidade da máquina. Jogos de próxima geração, como o aguardado GTA VI, exigirão não apenas força bruta, mas tecnologias específicas como DirectStorage e DLSS 4 para rodarem com fluidez. Para ajudar nessa missão, o TechTudo analisa as melhores escolhas no upgrade e te conta logo abaixo. Quantos bits tem meu PC? Veja como descobrir a versão do seu sistema Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Saiba o que priorizar na hora de fazer um upgrade no seu PC gamer Reprodução/Freepik Como montar um PC Gamer bom? Veja no Fórum TechTudo Initial plugin text Tire suas dúvidas sobre upgrades Fazer o upgrade certo pode salvar seu orçamento e garantir anos de jogatina em alta qualidade. Confira abaixo os tópicos essenciais para modernizar seu computador em 2026. Melhore o armazenamento Troque a GPU Melhore o cérebro do PC Prepare-se para upgrades futuros Melhore o desempenho sem trocar nenhuma peça 1. Melhore o armazenamento A era dos discos rígidos (HDs) para instalação de jogos acabou definitivamente. Em 2026, títulos modernos de mundo aberto utilizam a tecnologia DirectStorage 1.2+, que cria um "caminho expresso" para que os dados saiam do armazenamento direto para a placa de vídeo. Por isso, manter jogos em HDs mecânicos resultará em travamentos constantes e texturas que demoram a carregar, prejudicando a imersão. Ou seja, a prioridade absoluta é migrar ou expandir para SSDs do tipo NVMe, que oferecem a velocidade de leitura necessária para essa descompressão de dados em tempo real. Agora, ao escolher um novo SSD, o foco deve estar na interface PCIe 4.0 de alto desempenho. Embora os modelos PCIe 5.0 sejam mais rápidos, eles sofrem com altas temperaturas e exigem dissipadores robustos, oferecendo um custo-benefício inferior para jogos. Já modelos Gen4 de topo de linha, como o WD Black SN850X ou Samsung 990 Pro, entregam velocidade suficiente para saturar a banda necessária dos jogos "Next-Gen" sem superaquecer seu sistema, operando de forma silenciosa e eficiente dentro do gabinete. Uma boa SSD se tornou obrigação para rodar jogos mais pesados em 2026 Reprodução/Kingston Além da velocidade, a capacidade bruta tornou-se um fator crítico. Com jogos AAA ultrapassando frequentemente a barreira dos 150 GB, unidades de 500 GB ou 1 TB lotam rapidamente, obrigando o usuário a um ciclo irritante de instalar e desinstalar games. Por isso, para 2026, o padrão ideal de compra é de 2 TB ou mais. Isso garante espaço para o sistema operacional, atualizações constantes e uma biblioteca de jogos robusta, evitando que o Windows use o SSD como memória virtual de forma excessiva e desgaste a vida útil do componente. 2. Troque a GPU A troca da placa de vídeo é o upgrade que traz o maior impacto visual, mas em 2026 ela deve ser feita com critério. A sugestão de atualização vale principalmente para quem ainda possui placas com mais de dois anos de uso (como as séries RTX 30 ou RX 6000). Isso porque as novas arquiteturas, como a NVIDIA Blackwell (RTX 50) e a AMD RDNA 4 (RX 9000), trazem saltos de eficiência e tecnologias exclusivas de geração de quadros (DLSS 4 e FSR 4) que hardwares antigos não conseguem reproduzir. Além disso, um ponto de atenção crucial na escolha da nova GPU é a quantidade de memória de vídeo (VRAM). Antes padrão, o tamanho de 8 GB tornou-se obsoleto para jogos modernos que utilizam motores gráficos como o Unreal Engine 5. Por isso, a recomendação técnica mínima para garantir longevidade é adquirir placas com 12 GB, sendo 16 GB o cenário ideal. Caso contrário, a falta de VRAM suficiente causará quedas bruscas de desempenho e impedirá o carregamento de texturas em alta definição, inutilizando o potencial do chip gráfico. Novas GPUs trazem uso de inteligência artificial para otimizar o uso Divulgação/NVIDIA Para o segmento intermediário, a disputa está acirrada entre as tecnologias de upscaling. Enquanto a NVIDIA aposta na potência bruta e no Ray Tracing avançado com a série RTX 5070/5080, a AMD foca no custo-benefício com a série RX 9070, oferecendo mais memória por um preço menor. Assim, a escolha deve se basear no seu monitor: se você joga em 4K e quer Ray Tracing, vá de NVIDIA, mas se busca taxas de quadros altíssimas em 1440p gastando menos, as novas Radeon são opções competitivas. 3. Melhore o cérebro do PC O processador deixou de ser apenas um coadjuvante e assumiu papel central na estabilidade dos jogos, especialmente para evitar "engasgos". Para 2026, a AMD lidera o segmento gamer com a tecnologia 3D V-Cache, presente no Ryzen 7 9800X3D. Com essa arquitetura, o chip empilha memória cache extra diretamente nele, reduzindo drasticamente a latência. Com isso, o resultado é uma fluidez superior em jogos de simulação e mundo aberto, que dependem muito da CPU para calcular física e inteligência artificial. Do lado da Intel, a nova série Core Ultra 200 (Arrow Lake) aposta em uma arquitetura modular focada em eficiência energética. Embora não vença a AMD em FPS bruto em todos os cenários, esses chips corrigiram os problemas de alto consumo das gerações passadas e são excelentes para quem trabalha e joga no mesmo PC. Dessa forma, a escolha da Intel é ideal para usuários híbridos que precisam de força bruta para edição de vídeo ou renderização, aproveitando o motor de mídia superior integrado ao processador. O processador é o "cérebro" do seu PC Divulgação/AMD Independente da marca, é vital equilibrar o processador com a placa de vídeo para evitar gargalos. Um processador antigo limitará severamente o desempenho de uma GPU moderna, como a RTX 5070, impedindo que ela atinja sua utilização máxima. Ao atualizar o "cérebro" da máquina, verifique se sua solução de refrigeração atual é compatível com o novo soquete (AM5 ou LGA 1851), pois as novas furações e alturas dos chips podem exigir adaptadores ou coolers novos. 4. Prepare-se para upgrades futuros Trocar a placa-mãe é o alicerce para qualquer PC que pretenda durar até o final da década. Em 2026, as plataformas AM5 (AMD) e LGA 1851 (Intel) são as escolhas obrigatórias, pois garantem suporte para processadores que ainda serão lançados. Investir em uma placa-mãe moderna significa ter acesso a tecnologias como DDR5, USB4 e, principalmente, PCIe 5.0, que será o padrão para as placas de vídeo e SSDs mais rápidos dos próximos anos. Ao escolher o modelo, atenção redobrada aos chipsets e à construção elétrica, pois placas robustas, como as baseadas nos chipsets X870E ou Z890, têm mais pistas PCIe disponíveis. Isso evita que, ao conectar um SSD muito rápido, a velocidade da sua placa de vídeo seja cortada pela metade, um problema comum em modelos de entrada. Além disso, elas oferecem melhores sistemas de alimentação (VRM), essenciais para suportar os picos de energia de processadores topo de linha. Novas placas-mãe oferecerão suporte para tecnologias que ainda virão Reprodução/GAMERCOMP/Unplash Outro fator de longevidade é a conectividade. As novas placas-mãe já integram suporte nativo para Wi-Fi 7 e portas Thunderbolt/USB4 de alta velocidade, o que permite conectar periféricos avançados e garante uma rede sem fio de baixa latência para jogos online. Pensar na placa-mãe como um investimento de longo prazo economiza dinheiro no futuro, pois você poderá trocar apenas a CPU ou a GPU sem precisar desmontar o computador inteiro novamente. 5. Melhore o desempenho sem trocar nenhuma peça Muitas vezes, a perda de desempenho não é culpa do chip, mas do calor. Isso porque processadores modernos têm algoritmos de "boost" térmico que aumentam a velocidade apenas se a temperatura estiver baixa. Dessa forma, trocar um cooler básico por um modelo de alto desempenho, como um Water Cooler, pode liberar um desempenho "oculto" no seu hardware atual, permitindo que ele sustente frequências máximas por mais tempo sem reduzir a velocidade. A escolha do sistema de refrigeração deve ser adequada à densidade térmica do processador. Por exemplo, chips como o Ryzen 7 9800X3D são eficientes e funcionam bem com bons Air Coolers, que são confiáveis e livres de manutenção. Já processadores Intel Core Ultra 9 ou Ryzen 9 exigem a inércia térmica da água para lidar com picos de calor repentinos. Investir em refrigeração é, na prática, comprar desempenho extra e silêncio, já que ventoinhas melhores não precisam girar no máximo o tempo todo. Um cooler eficiente reduz a temperatura do processador, o que faz exigir menos do componente Reprodução/Pexels/Andrey Matveev Além do cooler do processador, o fluxo de ar do gabinete (airflow) é fundamental. Por isso, adicionar ventoinhas de qualidade para criar um fluxo positivo ajuda a resfriar também a placa de vídeo e os VRMs da placa-mãe. No entanto, manter o sistema limpo e bem ventilado é a forma mais barata de ganhar FPS. Apesar de ser muitas vezes ignorada, essa manutenção impede que o hardware entre em modos de proteção térmica que derrubam o desempenho durante a jogatina intensa. Com informações de PC World, Gamer Tech, Tom's Hardware e JS Computing Services Mais do TechTudo Vídeo: Usei esse ÓCULOS FUTURISTA e me senti DENTRO DE UM JOGO! Usei esse ÓCULOS FUTURISTA e me senti DENTRO DE UM JOGO! Nota de transparência: o TechTudo mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes a janeiro de 2026.