A partir deste domingo (18.01), Roma se torna palco do universo monumental, político e profundamente feminino de Joana Vasconcelos. A artista portuguesa inaugura VENUS – Valentino Garavani through the eyes of Joana Vasconcelos, a segunda exposição do espaço PM23, da Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti. Com mais de mil metros quadrados, a mostra propõe uma leitura contemporânea e poética dos códigos de Valentino Garavani a partir do olhar inconfundível de Joana -- reconhecida por transformar técnicas artesanais, estruturas têxteis e processos coletivos em esculturas de grande escala, carregadas de simbolismo e comentário social. Ao todo, são 12 obras, entre instalações icônicas e criações inéditas desenvolvidas especialmente para o espaço, em diálogo direto com 33 vestidos de alta-costura de Valentino, selecionados do arquivo da maison e com curadoria de Pamela Golbin. Em cartaz no espaço PM23, em Roma, a exposição VENUS apresenta o encontro entre o olhar monumental de Joana Vasconcelos e o legado da alta-costura de Valentino Garavani Soqquadro/Divulgação No centro da exposição está Valkyrie Venus, uma escultura monumental de treze metros de comprimento que dá nome à mostra. Concebida especificamente para o projeto, a obra nasce de um estudo aprofundado dos códigos de Valentino e se desdobra pelo espaço como uma entidade viva, revestida por uma superfície têxtil construída de forma colaborativa. A peça funciona como uma lente simbólica para observar tanto o legado do costureiro quanto as múltiplas camadas da identidade feminina contemporânea - tema central no trabalho de Vasconcelos. A exposição reúne 12 obras da artista em diálogo com 33 vestidos de alta-costura de Valentino, em Roma. Divulgação/Soqquadros O percurso expositivo articula arte, moda e imaginário coletivo. Obras como Venus, The Painting, da série Crochet Paintings, Strangers in the Night, Full Steam Ahead (Red) #1 e Marilyn dialogam com vestidos históricos da alta-costura Valentino, criando relações entre matéria, forma e narrativa. A exposição culmina em Garden of Eden, uma instalação imersiva onde diferentes arquétipos femininos coexistem em uma narrativa visual potente, acompanhada por oito vestidos icônicos em total black. Venus se afirma também como um projeto de forte impacto social. A obra central foi construída a partir de 756 horas de oficinas colaborativas, envolvendo mais de 200 participantes de diferentes idades e contextos em Roma. O fazer manual assume aqui uma dimensão política, tornando-se espaço de encontro, transmissão de saberes e construção coletiva de sentido. "Venus" fica em cartaz até 31 de maio de 2026 Divulgação/Soqquadros A presença de Joana Vasconcelos em Roma ecoa sua passagem recente pelo Brasil. No ano passado, a artista esteve em São Paulo com a exposição Around the World, na Casa Triângulo, onde apresentou a monumental Valkyrie Léonie, criada com tecidos exclusivos da Dior. Na ocasião, Joana falou à Vogue sobre sua relação com materiais artesanais, sustentabilidade real e o caráter inevitavelmente político de sua obra — temas que reaparecem com força em Venus. “Meu trabalho é 100% político”, afirmou, ao defender uma arte que dialogue com diferentes culturas, corpos e formas de existir. @pm23official Serviço VENUS – Valentino Garavani through the eyes of Joana Vasconcelos PM23 — Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti Piazza Mignanelli 23, Roma Abertura: 18 de janeiro de 2026 Em cartaz até: 31 de maio de 2026 Ingressos: disponíveis no site oficial do PM23 ou na bilheteria local Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!