Com o início do calendário de pagamento do IPVA 2026 em diversos estados, cresce também a atuação de golpistas no ambiente digital. Um alerta feito por especialistas em segurança da informação da Datalege Consultoria Empresarial aponta que criminosos têm explorado a pressa dos contribuintes e o aumento da circulação de boletos e QR Codes para aplicar golpes cada vez mais sofisticados, como o boleto falso e sites que imitam páginas oficiais. A seguir, entenda como os golpistas atuam e saiba como não cair no golpe do IPVA 2026. Precisa pagar o IPVA 2026? Esses 7 apps deixam parcelar o imposto em até 12x Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Golpe do IPVA 2026 se espalha em janeiro; saiba como não cair Imagem criada com auxilio de IA Link para isenção de IPVA no WhatsApp é golpe? Veja no Fórum do TechTudo Métodos utilizados por golpistas Os criminosos têm adaptado estratégias antigas a novas formas de pagamento e navegação digital. Uma das táticas mais recorrentes é o envio de SMS ou mensagens por aplicativos que simulam comunicados oficiais sobre o IPVA, geralmente acompanhados de links que direcionam para páginas falsas. Outra prática comum é a criação de sites dublês, visualmente quase idênticos aos portais das secretarias da Fazenda estaduais ou dos Detrans. Esses endereços costumam usar variações sutis no domínio, o suficiente para enganar usuários menos atentos. Ao acessar essas páginas, o contribuinte é induzido a informar dados como CPF, placa do veículo e Renavam. Há ainda o uso de e-mails persuasivos, que prometem descontos atrativos ou condições especiais de pagamento. Para reforçar a sensação de legitimidade, os golpistas utilizam valores próximos aos reais e linguagem institucional. O pagamento, no entanto, é direcionado para QR Codes de Pix ou boletos registrados em contas controladas pelos criminosos. Segundo Mario Toews, especialista em Direito Digital e Segurança da Informação e diretor da Datalege Consultoria Empresarial, um dos elementos mais explorados nessas fraudes é a promessa de descontos elevados ou condições excepcionais que não existem, o que pode reduzir a capacidade crítica do contribuinte ao avaliar a veracidade da oferta. Entenda métodos utilizados pelos golpistas Divulgação/Freepik (master1305) Quais os perigos Os prejuízos não se limitam à perda financeira imediata. Além do dinheiro transferido para contas fraudulentas — que, na maioria dos casos, é difícil ou impossível de recuperar — há o risco de exposição de dados pessoais sensíveis. Informações como CPF, Renavam e placa do veículo podem ser reutilizadas em outras fraudes, ampliando o impacto do golpe ao longo do tempo. Em períodos de grande movimentação financeira, como o pagamento de tributos, esse tipo de crime tende a crescer, impulsionado pelo volume de acessos e pela urgência dos contribuintes em regularizar pendências. Relatórios recentes sobre fraudes digitais indicam que o Brasil registra um alto índice de crimes virtuais, incluindo golpes de phishing e fraudes financeiras, que costumam se intensificar em datas de grande circulação de pagamentos, como o período de recolhimento de impostos. Veja os perigos do golpe do IPVA Reprodução/Shutterstock Como se proteger A principal recomendação é usar apenas canais oficiais para consultar valores e emitir guias de pagamento do IPVA. O acesso deve ser feito diretamente pelos sites das secretarias da Fazenda estaduais ou dos Detrans, digitando o endereço no navegador — nunca por links recebidos por mensagens. Também é fundamental desconfiar de promessas de descontos elevados ou condições que não estejam claramente previstas nas regras divulgadas pelos estados. Antes de inserir qualquer dado, o usuário deve verificar a URL do site, observar se há conexão segura (“https://” e cadeado) e confirmar se o domínio pertence a um órgão público. Manter antivírus e sistemas de proteção atualizados ajuda a bloquear páginas maliciosas e tentativas de phishing. Além disso, orientar familiares e pessoas próximas sobre esses golpes é uma forma eficaz de reduzir o número de vítimas, especialmente entre usuários menos familiarizados com práticas de segurança digital. Em caso de dúvida, a regra é simples: pare, não pague e confirme a informação diretamente nos canais oficiais. Veja como se proteger do golpe do IPVA Mariana Saguias/TechTudo Com informações de Datalege Consultoria Empresarial Mais do TechTudo Grandes novidades chegam ao iOS 26 em breve; confira