Os integrantes do Conselho de Paz da Faixa de Gaza, anunciado no sábado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terão mandato de três anos. Segundo informação confirmada por auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apenas aqueles que desembolsarem US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões) em dinheiro vivo poderão ocupar cargos vitalícios. Lula foi convidado por Trump a integrar o conselho. De acordo com esses interlocutores, o governo brasileiro começa a avaliar a proposta na segunda-feira e considera que a decisão não pode ser tomada sem uma análise detalhada das consequências políticas e diplomáticas da iniciativa. A estrutura do conselho está sendo enviada a cerca de 60 países em um documento preliminar que prevê que cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da entrada em vigor desta Carta, sujeito à renovação pelo presidente. O texto estabelece ainda que o limite de três anos não se aplicará aos países que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em recursos financeiros no primeiro ano de funcionamento do órgão. Auxiliares de Lula afirmam que ainda é necessário compreender com precisão o papel do conselho, sua composição e seus efeitos práticos antes de qualquer resposta oficial do Brasil. A proposta tem gerado questionamentos internacionais, sobretudo pela ausência de representantes palestinos no núcleo decisório e pelo protagonismo direto dos EUA na condução do órgão. Além de Lula, o convite para integrar o conselho foi estendido a presidentes e outros líderes internacionais, entre eles Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, segundo informações divulgadas pelo governo americano. O Conselho de Paz integra a nova fase do plano anunciado por Washington para a Faixa de Gaza, voltado à reconstrução do território e à definição de um modelo de governança após o conflito entre Israel e o Hamas.