Em talk show, Wagner Moura 'agradece' a Bolsonaro por 'O agente secreto': 'sem ele, não teríamos feito o filme'

Wagner Moura segue sua intensa agenda de divulgação de "O agente secreto" nos Estados Unidos. Na última semana, o ator brasileiro foi entrevistado pelo tradicional programa de talk show americano The Daily Show. Análise: o que vitórias de 'O agente secreto' e Wagner Moura no Globo de Ouro significam na corrida pelo Oscar Qual vai ser o hit do verão 2026 no Brasil? A disputa promete ser quente Recebido pelo apresentador Jordan Klepper, Wagner falou sobre as comemorações da vitória no Globo de Ouro, com direito a muito samba e a companhia de amigos do Brasil. Ele só lamentou uma coisa: a qualidade da caipirinha nos EUA, o que fez com que optasse por uma mistura de vodka com água tónica para matar a vontade. Conhecido por sua vertente política, o apresentador do programa se mostrou muito interessado na temática do filme e nas correlações com o vivido pelos americanos nos dias de hoje. Tentando manter o bom humor, outra característica do talk show, o brasileiro falou sobre o trabalho em "O agente secreto" e chegou a ironizar um agradecimento a Jair Bolsonaro, por possibilitar o filme. — O filme tem recebido um grande reconhecimento desde o Festival de Cannes. E em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele (Bolsonaro). Sem ele, não teríamos feito o filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022 — falou o ator. — Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI. Na entrevista de aproximadamente 13 minutos, Wagner criticou a Lei da Anistia de 1979. — Existem coisas que não podem ser esquecidas e nem perdoadas. O Brasil está, finalmente, superando um problema de memória ao mandar para prisão pela primeira vez pessoas que atentaram contra a democracia. O próprio Bolsonaro está na prisão — afirmou o brasileiro diante de aplausos da plateia. — O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia.