A rede francesa de televisão TF1 revelou um vídeo inédito das câmeras de segurança do Museu do Louvre, em Paris, que registra o momento do roubo das joias da Coroa, ocorrido em outubro de 2025. As imagens mostram um dos criminosos encapuzado, vestido de preto e usando um colete amarelo, diante de uma das vitrines da Galeria de Apolo, espaço onde as peças estavam em exibição. Em seguida, o suspeito recorre a uma máquina para cortar parte da estrutura da vitrine e desfere golpes no vidro na tentativa de quebrá-lo. As imagens foram publicadas na rede social X pelo programa jornalístico Sept à Huit, exibido pela TF1, em seu perfil oficial. Assista abaixo: Initial plugin text Assalto relâmpago em plena luz do dia O assalto ocorreu em plena luz do dia, meia hora após a abertura do museu, e durou menos de oito minutos, em uma ação rápida e coordenada que chocou as autoridades francesas. Quatro criminosos, disfarçados de operários e usando coletes reflexivos, chegaram ao local em um caminhão equipado com uma escada mecânica, semelhante a um guindaste, que permitiu o acesso a uma janela do primeiro andar do museu. Após quebrar o vidro, o grupo invadiu a galeria e utilizou serras elétricas para romper as vitrines onde as joias da Coroa estavam expostas. Ao todo, foram levadas nove peças históricas do século XIX, entre elas objetos que pertenceram à imperatriz Eugénie e à imperatriz Maria Luísa. O valor estimado do saque ultrapassa US$ 100 milhões. Na fuga, feita em motocicletas de alta cilindrada, os assaltantes deixaram cair a coroa da imperatriz Eugénie, que acabou sendo recuperada pela polícia nas proximidades, embora com danos. As outras oito joias, incluindo colares de esmeraldas e safiras de valor incalculável, seguem desaparecidas. Recentemente, a polícia francesa realizou prisões de suspeitos ligados ao crime organizado, mas o destino das peças roubadas ainda é desconhecido. Investigadores não descartam a possibilidade de que as gemas tenham sido removidas das joias originais e revendidas no mercado ilegal internacional, dificultando a recuperação do conjunto histórico.