O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do cantor Ewerton Luiz da Silva Chagas, conhecido como Tonzão Chagas, por violência doméstica. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e o processo tramita sob sigilo. Segundo a Polícia Militar, o artista foi preso na noite do último sábado, na Rua André Rocha, na Taquara, Zona Oeste do Rio. Ex-integrante do grupo Os Hawaianos, Chagas foi detido após agredir a esposa, Débora Barreto, que está grávida. 'Amigo fora da curva', piloto de novela: quem são as vítimas da queda de helicóptero em Guaratiba Salvo por vizinhos: cão é resgatado durante incêndio em Padre Miguel; tutora morreu no local De acordo com a PM, equipes foram acionadas para atender a uma ocorrência de violência doméstica. No local, Débora relatou que havia sido agredida. Ainda segundo a corporação, durante a abordagem, o cantor apresentava sinais de embriaguez e estava “visivelmente alterado”. Em vídeo publicado nas redes sociais, Débora contou que precisou buscar atendimento hospitalar após sentir dores e passar mal em decorrência das agressões. “Essa madrugada sofri uma coisa muito absurda, em que eu poderia ter sofrido um aborto. Tentei ficar descansando, mas senti muita dor e comecei a passar muito mal, então vim para o hospital. Fui medicada e vou ficar em observação. Nem sei o que falar, eu não estava conseguindo nem falar”, disse. Em outra publicação no Instagram, ao compartilhar a imagem de um exame de ultrassom, ela desabafou: “Hoje não está sendo um dia fácil, mas venho pedir orações. Passei por um episódio muito triste nessa madrugada, algo que nenhuma mulher, ainda mais grávida, deveria viver”. Débora Barros desabafou em seu instagram após ser agredida mesmo estando grávida Reprodução/Redes sociais A advogada de Débora, Catarina Souto, disse que o caso não se trata de um episódio isolado. — Há registros anteriores de violência, devidamente documentados, que demonstram a reiteração das agressões ao longo do tempo. A defesa possui provas robustas, incluindo registros formais, elementos documentais e demais evidências que estão sendo encaminhadas às autoridades competentes. Em nota ela ainda diz: “Trata-se de um cenário típico de violência doméstica continuada, agravado pelo fato de a vítima estar grávida, o que eleva os riscos à sua integridade física, emocional e à própria gestação.Todas as medidas legais cabíveis já estão sendo adotadas, com foco na proteção da vítima, na preservação das provas e na responsabilização do agressor, dentro do devido processo legal”, finaliza. O GLOBO tenta contato com a defesa de Ewerton Luiz.