Dois médicos foram assassinados a tiros por um colega de profissão na noite da sexta-feira 16, em Alphaville, bairro nobre de Barueri, na Grande São Paulo. O crime ocorreu em frente a um restaurante, e foi registrado por câmeras de segurança do local. O atirador foi preso em flagrante. As vítimas são Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35. Ambos chegaram a ser socorridos, mas morreram no pronto-socorro em razão da gravidade dos ferimentos. https://www.youtube.com/watch?v=8N_cuIpE1CM Gomes atuava como cardiologista em um hospital municipal de Barueri. Já Oliveira trabalhava desde 2019 nas unidades de saúde de Cotia, com passagens por Unidades Básicas de Saúde e pelo pronto atendimento do município. Ele deixa esposa e um filho de um ano e meio. O velório de Gomes aconteceu em Rafard, cidade do interior que fica a cerca de 140 quilômetros de São Paulo, enquanto Oliveira foi velado em Osasco, na região metropolitana. As cerimônias foram realizadas neste domingo, 18. Médico atirador foi condenado por agressão e racismo em 2025 De acordo com relatos da polícia, o autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho, estava com amigos em um restaurante uruguaio quando percebeu a presença dos outros dois médicos em outra mesa. Imagens do estabelecimento mostraram que houve uma discussão, seguida de agressões físicas entre os envolvidos. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste A Guarda Civil foi acionada depois do relato de que havia uma pessoa armada. Os agentes revistaram os três médicos, não localizaram nenhuma arma e pediram que eles deixassem o restaurante. Do lado de fora do restaurante, segundo as testemunhas, Carlos Alberto teve acesso a uma bolsa entregue por uma mulher. Ele sacou uma pistola 9mm, e efetuou diversos disparos. Luís Roberto foi atingido por oito tiros; Vinicius, por dois. De acordo com o delegado Andreas Schiffmann, Carlos Alberto e Luís Roberto eram sócios em empresas do setor de gestão hospitalar e vinham se desentendendo havia algum tempo por causa de contratos de licitação. Vinicius era funcionário de Luís Roberto. A investigação aponta que a relação entre eles era marcada por atritos e ameaças anteriores. O atirador possui registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), mas não tinha autorização para portar arma. A pistola no crime foi apreendida, assim como cápsulas deflagradas, documentos e cerca de R$ 16 mil em dinheiro. Carlos Alberto já havia sido preso em 2025 pelos crimes de agressão e racismo, em Sergipe. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele foi encaminhado à cadeia pública de Carapicuíba, onde permanece à disposição da Justiça. Leia também: “A vez da segurança pública” , reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste O post Quem eram os médicos mortos a tiros por colega de profissão em Barueri (SP) apareceu primeiro em Revista Oeste .