Até o retorno de Donald Trump ao poder nos EUA, há um ano amanhã, a Casa Branca adotava uma atitude cautelosa em relação à política interna dos demais países do continente, sobretudo durante processos eleitorais — mas não apenas. O governo Trump 2.0 abandonou tons e atitudes ambíguas e decidiu jogar abertamente a favor de seus aliados e contra seus adversários latino-americanos e na América do Norte. Para isso, adotou duas estratégias essenciais: promessas de ajuda e de um relacionamento privilegiado, a quem deseja favorecer, e ataques militares, ameaças, sanções e tarifaços para intimidar governos inimigos. Após um primeiro ano com permanentes sobressaltos e até mesmo uma ação militar inédita na América do Sul nos últimos 200 anos, é impossível pensar a política do Hemisfério Ocidental sem considerar o fator Trump como central. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.