A Polícia Civil do Rio investiga a morte de Rudson Fernando da Silva Barreto, no domingo, em Camboinhas, Niterói. O principal suspeito, de acordo com o Bom Dia Rio, da TV Globo, é o enteado, Oldenir de Almeida Filho, de 24 anos, que teria atirado no padrasto. Oldenir já foi preso no Distrito Federal, em 2024, por atropelar dois policiais enquanto estava foragido da Justiça do Rio por matar um entregador dos Correios. O motivo da briga, segundo informações, seria uma briga de família. A irmã de Oldanir, de 15 anos, também foi baleada no pé durante a ação e precisou ser transferida para o Hospital Estadual Azevedo Lima. Oldenir, no entanto, fugiu. Em nota, a Polícia Civil informou que a perícia foi realizada no local, e outras diligências seguem em andamento para esclarecer completamente os fatos. Suspeito já foi preso por homicídio O suspeito de ter matado o padrasto já foi denunciado por causar a morte de um entregador dos Correios após um atropelamento em 27 de dezembro de 2022, no município de Mendes, no interior do estado. A acusação sustenta que o réu conduzia uma Toro branca quando colidiu contra a traseira de uma motocicleta dos Correios, conduzida por um carteiro que estava em serviço no momento do acidente. A vítima, de 56 anos, foi arremessada após o impacto e morreu no local. Testemunhas relataram que o veículo conduzido por Oldenir trafegava em alta velocidade e não reduziu ao passar pelo redutor, colidindo diretamente com a motocicleta. O impacto foi tão forte que o corpo da vítima foi lançado em direção à uma borracharia, atingindo uma árvore antes de cair no chão. Pessoas que estavam no local tentaram sinalizar para que o motorista parasse, mas ele seguiu viagem, sem prestar socorro. O laudo de necropsia do carteiro atestou que ele morreu por um politraumatismo visceral, provocado por ação contundente, compatível com atropelamento. Ainda segundo os depoimentos colhidos no processo, um outro carteiro, colega de trabalho da vítima, presenciou a cena logo após o atropelamento e passou a seguir o veículo apontado como causador do acidente. Ele conseguiu alcançar o carro no centro da cidade de Mendes e tentou alertar o condutor, que se recusou a parar. A perseguição seguiu até as proximidades de um Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO), onde policiais militares já aguardavam o veículo após receberem a informação sobre o atropelamento e a fuga. O carro foi abordado pelos policiais, que constataram que o carro apresentava amassamento na parte da frente, compatível com a colisão. Oldenir estava acompanhado de uma adolescente, que ocupava o banco do carona. Inicialmente, o motorista negou envolvimento no acidente, mas depois admitiu que havia “esbarrado” em um motociclista. Durante a revista no veículo, os policiais encontraram um cigarro de maconha, além de um tablete da substância e um triturador de erva seca. Oldenir respondeu por homicídio, omissão de socorro, fuga do local do acidente e condução de veículo sob efeito de álcool ou substâncias psicoativas. Também consta no processo que ele fazia posse de drogas para consumo pessoal.