O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta segunda-feira o início de uma caminhada de sete dias do interior de Minas Gerais até Brasília em resposta "às prisões injustas do 8 de janeiro e do ex-presidente Jair Bolsonaro". O trajeto foi iniciado no município de Paracatu, próximo à divisa com Goiás e distante aproximadamente 240 km a pé da capital federal. A ação foi anunciada pelo parlamentar em um vídeo publicado nas redes sociais. De olho nas eleições: Disputa pelo espólio de Eduardo Bolsonaro em SP racha PL e expõe queda de braço da família Cenário eleitoral: Eduardo Cunha diz que escolheu se candidatar por Minas Gerais porque estado 'é a síntese do Brasil' — Eu, como deputado federal, junto a outros deputados e senadores, fico com o mesmo sentimento de vocês diante das prisões injustas do 8/1 e a própria prisão do ex-presidente Bolsonaro, em relação a esse governo e ao Supremo Tribunal Federal. Eu tenho orado para que Deus me desse uma ideia sobre o que fazer, vim pensando e chegou o dia. Por isso, decidi caminhar até Brasília em um ato simbólico para poder trazer luz a todos os fatos que estão acontecendo — disse. Initial plugin text Na gravação, Nikolas também disse que a iniciativa, intitulada "Caminhada pela liberdade e justiça", também serviria para "dar esperança para aqueles que já desistiram" e relembrou os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) realizados há dez anos, em 2016. Em seguida, o deputado também mostrou aos seguidores, por meio dos stories do Instagram, o início da caminhada pelo quilômetro 30 da BR 040, na altura da cidade de Paracatu. No vídeo, ele apareceu de calça jeans, tênis preto e camisa branca, acompanhado de pelo menos outros três homens, e disse que pretende chegar a Brasília até domingo. O início da caminhada foi anunciado uma semana após ele publicar vídeo com novas acusações que diziam que o governo estaria monitorando e passaria a tributar o Pix, repetindo a estratégia adotada por ele no início de 2025 que mexeu com a popularidade da gestão Lula. A informação foi desmentida em seguida pela Receita Federal, por órgãos do governo e criticada pelo presidente durante uma agenda no Rio de Janeiro na última sexta-feira. As movimentações do parlamentar mineiro também acontecem após ele ser criticado e cobrado por aliados do campo bolsonarista no ano passado por não se manifestar em defesa da atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.