Propostas para alterar as regras de nomeação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ganham espaço no Senado, em meio a discussões que se intensificaram depois de uma decisão do ministro Gilmar Mendes. A coluna da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo , afirmou ter conversado, sob reserva, com quatro parlamentares que relataram avanços na proposta durante o recesso parlamentar. + Leia mais notícias de Política em Oeste A proposta, segundo esses parlamentares, não possui ligação direta com as dificuldades do governo Lula para aprovar Jorge Messias, advogado-geral da União, ao STF. Messias enfrenta resistência da oposição, que o classifica como “homem de confiança do Lula e de Dilma” e “quadro ideológico do PT”. https://www.youtube.com/watch?v=Nigwb8-MFXE Senadores buscam reação à blindagem do STF O foco é uma reação do Senado à decisão do ministro Gilmar Mendes, tomada há cerca de um mês, que restringiu o poder de parlamentares e cidadãos de apresentar pedidos de cassação de ministros do STF, transferindo essa atribuição exclusivamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) . Depois de críticas do Congresso e da opinião pública, Gilmar recuou parcialmente, mas manteve a exigência de 54 votos para a abertura de pedidos de impeachment contra ministros, substituindo a maioria simples. “Se for aumentar (o número de votos exigidos) para (abrir) impeachment (contra ministro do STF), tem que aumentar para aprovação da indicação", disse um senador ao jornal O Globo . "Essa é a lógica, mas não está relacionada ao Messias”. Leia também: "O silêncio dos indecentes ", artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 305 da Revista Oeste Outro parlamentar acrescentou: “Se é 54 votos para tirar (cassar um ministro do STF), é 54 votos para entrar (no STF) também.” Nos bastidores do Supremo, ministros interpretaram a medida de Gilmar Mendes como uma precaução diante das eleições de outubro. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro desejam formar maioria no Senado para retomar mais de 80 pedidos de impeachment de ministros do STF parados no plenário. Um senador disse que a proposta dificultará futuras indicações da direita ao STF caso Lula perca as próximas eleições. Segundo Gilmar Mendes, “a intimidação do Poder Judiciário por meio do impeachment abusivo cria um ambiente de insegurança jurídica, buscando o enfraquecimento desse poder, o que, ao final, pode abalar a sua capacidade de atuação”. O post Parlamentares articulam mudança nas regras de nomeação ao STF, diz jornal apareceu primeiro em Revista Oeste .