O Banco de Brasília (BRB) informou, nesta segunda-feira, 19, que não vê risco de intervenção e declarou possuir condições patrimoniais para atravessar os desdobramentos das investigações que envolvem o Banco Master. Embora negue qualquer urgência, a instituição não descarta a possibilidade de aporte de capital no futuro, caso os levantamentos em curso apontem essa necessidade. + Leia mais notícias de Economia em Oeste Segundo o banco, qualquer decisão nesse sentido só ocorrerá depois da conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central. Em nota, o BRB disse que estuda a venda de ativos recuperados do banco privado como uma das alternativas para reforçar sua posição financeira. A instituição, controlada pelo governo do Distrito Federal, reagiu a informações que circularam sobre uma suposta pressão por capitalização imediata. O banco afirmou que esses relatos não refletem a situação atual e classificou números divulgados sem base oficial como especulativos. BRB diz ter plano de recomposição do capital Torre do BRB, em Brasília | Foto: Tauan Alencar/BRB De acordo com o comunicado, o BRB dispõe de um plano estruturado para recomposição de capital, caso isso se mostre necessário. A instituição ressaltou que eventuais aportes por parte do acionista controlador não implicariam a retirada de recursos destinados a políticas públicas previstas no Orçamento do Distrito Federal. O banco sustenta que segue normalmente com suas operações enquanto acompanha as apurações. Anteriormente, o Ministério da Fazenda também se manifestou sobre o caso. Em nota, a pasta negou que o ministro Fernando Haddad tenha tratado com o governo do Distrito Federal ou com a direção do BRB sobre a necessidade de um aporte imediato para evitar intervenção. https://www.youtube.com/watch?v=1kNgf6CuvsA O esclarecimento veio depois de informações da imprensa sugerirem que o ministro teria estabelecido prazos para um eventual socorro financeiro. A Fazenda, porém, não comentou eventuais discussões técnicas mantidas com o Banco Central no acompanhamento do tema. O BRB informou que ainda não há valores consolidados sobre possíveis prejuízos. Esses números seguem em apuração por auditoria independente e pelo Banco Central. Por esse motivo, o banco não divulgou o balanço do terceiro trimestre e não há dados financeiros atualizados disponíveis ao público. Leia mais: "Os tentáculos do Master" , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 305 da Revista Oeste A crise teve origem na relação do BRB com o Banco Master, alvo de investigações por supostas fraudes em carteiras de crédito. Informações repassadas pelo Banco Central ao Ministério Público mostram que o banco estatal adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras posteriormente consideradas fraudulentas. Esses ativos foram substituídos e continuam sob avaliação. Além disso, o BRB realizou outras operações com o Master que somam mais de R$ 5 bilhões, incluindo a compra de cotas de fundos de investimento. O post BRB não descarta aporte para cobrir prejuízo com Master apareceu primeiro em Revista Oeste .