Suspeitos de sequestrar juiz em SP são presos e levados à sede da Delegacia Antissequestro O juiz e auditor fiscal que havia sido feito refém e libertado do cativeiro nesta terça-feira (20) foi escolhido aleatoriamente pelos criminosos, que o abordaram na Avenida Rebouças, na Zona Oeste de São Paulo, como alvo de um sequestro-relâmpago. Segundo o delegado da Divisão Antissequestro (DAS) de São Paulo, Fábio Nelson, os cinco criminosos presos pegaram o juiz Samuel de Oliveira Magro na noite de domingo (18) sem nenhum estudo de sua rotina. Esse auditor fiscal [juiz] foi vítima de um sequestro relâmpago por oportunidade. A rotina dele não foi estudada. Ele estava na Rebouças quando parou um pouco o veículo e foi abordado por dois homens armados, que estavam acompanhados por outros homens, que levaram o veículo dele. Então, ele é deslocado para um cativeiro na cidade de Osasco. O delegado explicou que, durante o sequestro, o companheiro dele conseguiu fazer uma ligação para ele, que atendeu, provavelmente, sob ameaça. “Ele [a vítima] lançou uma palavra-chave que apontou que ele estava em risco. Esse indivíduo acionou o 78° DP, que nos acionou. Nós fizemos uma séria de investigações e prendemos esses cinco sequestradores com a vítima”, completou. Conforme o g1 publicou, Samuel Magro ficou mais de 30 horas em poder dos sequestradores e foi libertado do cativeiro pelos agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Cúpula da Secretaria de Segurança Pública de SP realiza coletiva de imprensa nesta terça-feira (20), em São Paulo. Reprodução/Youtube Ele chegou a fazer contato com o companheiro para tentar uma autorização para que os criminosos entrassem em seu apartamento, mas usou uma palavra-chave que alertou sobre o perigo que estava correndo. Segundo o delegado-geral de polícia de São Paulo, Arthur Dian, os cinco criminosos presos em flagrante com o juiz no cativeiro de Osasco já tinham passagem pela polícia e faziam parte de uma quadrilha especializada nesse tipo de sequestro-relâmpago em São Paulo. “É uma quadrilha e alguns tem passagens pela polícia, inclusive com menor de idade também nessa quadrilha. As pessoas não conseguiram adentrar [no apartamento] por causa do código, a palavra-chave que o companheiro entendeu e conseguiu acionar a polícia”, afirmou Dian. O delegado antissequestro da SSP afirmou que os criminosos chegaram a tentar fazer transferências bancárias com o celular da vítima, mas não obtiveram êxito. Fábio Nelson afirmou que o juiz estava muito abalado ao ser libertado e teve que ser levado a um hospital, onde se reencontrou com a família. “A vítima estava um pouco abatida porque é um crime muito grave. É uma situação que atinge não só aquela pessoa, mas todo o núcleo familiar. Ele estava muito traumatizado e esse trauma vai seguir com ele por ser um crime muito grave. Ele passou pelo hospital e lá se reencontrou com a família, o que é sempre uma cena muito emocionante”, contou. Palavra-chave Polícia liberta Juiz de cativeiro em São Paulo O uso de uma palavra-chave previamente combinada fez o companheiro de um juiz que tinha sido sequestrado perceber que ele estava em apuros e chamar a polícia. O refém foi solto do cativeiro na manhã desta terça-feira (20) em São Paulo. Cinco criminosos foram presos. A vítima é Samuel de Oliveira Magro, auditor fiscal e juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), vinculado à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz). O TIT julga processos administrativos tributários e é composto por juízes representantes da Fazenda e juízes representantes dos contribuintes. O refém havia sido levado pelos bandidos na noite de domingo (18), quando estava na Avenida Rebouças, perto da Rua Oscar Freire, área nobre da Zona Oeste, e colocado em um cativeiro localizado em Osasco, na Grande SP. A palavra de segurança não foi divulgada. O companheiro dele, Paulo, também contou à polícia que o síndico do prédio onde Samuel mora recebeu mensagem do juiz autorizando a entrada de pessoas no apartamento para uma vistoria, o que não era comum e suspeita-se que tenha sido enviada sob coação. Não havia sinais de invasão no imóvel. A ação de resgate foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS/DOPE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Os presos serão levados para a DAS, que fica no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo.