'Quem é André Ceciliano?' Paes ironiza adversário e diz que foco é só o Rio

Às vésperas da Missa Solene em homenagem a São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) evitou alimentar o embate político aberto após assumir, na véspera, que será candidato ao governo do estado. Questionado na manhã desta terça-feira, na chegada ao Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, na Tijuca, Zona Norte do Rio, Paes afirmou que, neste momento, seu foco é exclusivamente a administração da cidade. Segurança: Complexo de Gericinó terá 'cinturão de segurança' após CV monitorar prisão para planejar fuga de detentos Apoteose à beira-mar: Fan fest inédita promete levar um pouco da Marquês de Sapucaí para Copacabana — Eu falei ontem disso. Agora eu sou prefeito. Eu nunca deixei de ser. Mas minha agenda, até o dia que eu sair da prefeitura, é só tratar da Prefeitura do Rio. Eu tenho obrigação com o povo carioca, tenho que administrar a cidade — afirmou paees. Ao ser provocado sobre o cenário eleitoral, Paes adotou um tom de desdém em relação à política. — Não trato de política. A política é muita chatice, muita fofocagem. Eu quero ser prefeito do Rio, que é a melhor função do mundo. Na sequência, Paes foi questionado sobre a reação de André Ceciliano (PT), que rebateu as críticas feitas por ele no dia anterior. O prefeito respondeu com ironia e voltou a reforçar que não pretende tratar do assunto naquele momento. —Quem é André Ceciliano? É político? Ou é um personagem da cidade do Rio de Janeiro? — disparou o prefeito. A resposta veio um dia depois de Paes fazer críticas duras a Ceciliano ao anunciar sua pré-candidatura ao Palácio Guanabara. Na ocasião, o prefeito associou o petista a práticas políticas ligadas ao deputado Rodrigo Bacellar (União), ex-chefe da Assembleia Legislativa, preso e afastado do cargo no ano passado. Ceciliano, atualmente secretário no Palácio do Planalto, reagiu classificando a declaração de Paes como uma “fala nervosinha” e afirmou que nunca se colocou como candidato a governador. As declarações foram dadas pouco antes da Missa Solene em homenagem ao padroeiro, celebrada sob chuva intensa, que não afastou os fiéis da Basílica da Tijuca. Dentro da igreja, Paes participou da celebração e fez a leitura de uma passagem bíblica no início da missa.