Sede da prefeitura de Paraú, no Oeste potiguar Google maps/Reprodução A Prefeitura de Paraú, no Oeste potiguar, anunciou o cancelamento das festas de carnaval que seriam promovidas pelo poder público em 2026 no município. Segundo a gestão municipal, o uso dos recursos será priorizado em ações de combate aos efeitos da seca. A decisão foi comunicada por meio de nota oficial da gestão municipal e confirmada pela secretária de Finanças, Tânia Aquino. Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Segundo a prefeitura, a medida foi tomada após uma análise da situação administrativa, financeira e social do município. A gestão informou que Paraú enfrenta uma "crise financeira", com um passivo de milhões de reais decorrente de ações judiciais antigas, o que tem comprometido "de forma significativa" o orçamento municipal. Além das dificuldades financeiras, a prefeitura destacou que o município e a região atravessam uma estiagem prolongada, com impactos principalmente na zona rural. A cidade foi uma das 147 do RN a ter a situação de emergência reconhecida pelo governo federal em outubro de 2025. Municípios do RN gastam mais de R$ 192 milhões com shows de bandas e cantores em 2025 "Diante desse cenário, o Município tem sido obrigado a priorizar investimentos emergenciais, como a locação de carros-pipa e de equipamentos, com o objetivo de garantir o abastecimento de água e prestar a devida assistência ao sofrido homem e mulher do campo, que dependem diretamente dessas ações para sua subsistência", diz a nota da prefeitura. Governo do RN decreta seca em 147 municípios Festa custaria até R$ 350 mil Segundo a secretária de Finanças, levantamentos preliminares apontaram que a realização do Carnaval teria um custo estimado entre R$ 250 mil e R$ 350 mil, considerando despesas com estrutura e atrações musicais. De acordo com a secretária, os recursos que seriam utilizados no evento estão sendo, na medida do possível, direcionados para ações consideradas essenciais, especialmente voltadas ao atendimento das comunidades rurais. "Apesar de impopular, essa decisão é baseada na responsabilidade fiscal e na prioridade às necessidades básicas da população", considerou a secretária. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN