Em meio a negociações do MDB por vice de Tarcísio, Nunes afirma que apoio independe de condições: ‘o partido estará com ele’

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o apoio de seu partido à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é “pacífico” e que “não tem condições”. Nas últimas semanas, o MDB passou a pleitear espaço na chapa do governador, seja na vice, seja com uma vaga ao Senado. Histórico: Resistência de Haddad e Alckmin em disputar o governo paulista reflete mau desempenho do PT no estado Relação com Bolsonaro: Em indireta a Kassab, Tarcísio afirma que 'quem fala em submissão não entende nada sobre lealdade' O presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi, chegou a se reunir com o governador no Palácio dos Bandeirantes, e na ocasião foram feitas algumas sugestões de nome da sigla que poderiam compor com Tarcísio. Um deles seria o do próprio Baleia, mas também foram citados os nomes da deputada federal Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga, e da vereadora da capital Sandra Santana. Nunes afirmou que “é legítimo” que as legendas da base de Tarcísio sugiram nomes, mas que a decisão caberá ao governador. — É legítimo os partidos fazerem indicações, tem o PL que está fazendo a sugestão do André do Prado, e tem evidentemente um processo que seria o natural neste momento, que seria a recondução à vice do Felício Ramuth, mas, ao final, obviamente, vai depender da decisão do Tarcísio — falou. Nesta sexta (20), o prefeito da capital esteve na sede do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas), onde foi homenageado. Nunes disse que, apesar dessas conversas, o MDB não condiciona o apoio na eleição à um espaço na chapa. — Deixar muito claro, sem nenhuma condição. O MDB está com o governador Tarcísio na sua reeleição, isso é ponto pacífico, isso já está certo, nós estaremos com o Tarcísio. Se ele concordar com o nome que o MDB vier a apresentar, ótimo, se não, não tem nenhuma outra condição do MDB a não ser apoiar o Tarcísio, independente de ele escolher o vice do MDB ou o candidato ao Senado ou não — acrescentou. Nunes disse que, apesar dos três nomes aventados, ainda não existe “nenhuma apresentação formal” de possíveis candidatos e o tema ainda é alvo de conversas dentro da sigla. Até o momento, Tarcísio ainda não definiu como será sua chapa em São Paulo. Uma das hipóteses é manter o atual vice Felício Ramuth (PSD) no posto, mas a decisão não é pacífica pois o presidente do PSD, Gilberto Kassab, também teria interesse na vaga. Kassab disse, no mês passado, que “seria um privilégio” ser vice de Tarcísio, ao mesmo tempo em que defendeu, por diversas vezes, que o governador saísse para disputar o Palácio do Planalto em vez de tentar a reeleição. O PL também está de olho no cargo, e sugeriu o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). As vagas ao Senado também são uma incógnita. Hoje, o nome mais consolidado é o do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que até ano passado era o secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio. A outra vaga segue indefinida e Tarcísio estuda defender um nome de centro para o posto – nesse cenário, o MDB ganharia força. Na esquerda, o cenário é de indefinição completa. O presidente Lula (PT) tenta convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a concorrer ao governo paulista, mas o ministro resiste. Outro nome cotado é o do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que também já manifestou que não pretende disputar o Palácio dos Bandeirantes — Alckmin foi governador de São Paulo por 12 anos, quando estava no PSDB. Ao comentar sobre a possibilidade do ministro da Fazenda disputar em São Paulo, Nunes disse que “ele vai tomar um pau danado”.