A família da condenada por crimes sexuais Ghislaine Maxwell afirmou estar "estarrecida" com a prisão do ex-príncipe Andrew, detido sob suspeita de má conduta em cargo público no contexto de uma investigação sobre possíveis contatos com Jeffrey Epstein. Andrew foi levado sob custódia na quinta-feira (19.02) e liberado cerca de 11 horas depois. Até o momento, ele não foi formalmente acusado. A apuração policial analisa a denúncia de que ele teria compartilhado informações confidenciais com Epstein enquanto exercia a função de enviado comercial do Reino Unido. As autoridades ressaltaram que a detenção não está ligada a acusações de natureza sexual. Andrew já havia negado anteriormente qualquer irregularidade relacionada à sua associação com Epstein. Em publicação na plataforma X, a família de Maxwell manifestou surpresa diante do ocorrido envolvendo o ex-Duque de York. "Fiquei perplexo ao ver Andrew Mountbatten-Windsor preso hoje por suposta má conduta em cargo público relacionada a material dos chamados 'Arquivos' de Epstein", dizia a publicação. "Ele tem direito à presunção de inocência e a um processo justo - algo que nossa irmã Ghislaine nunca teve. Precisamos de transparência, provas e as mesmas regras para todos - não de julgamentos pela mídia e por conveniência política." Maxwell, considerada por um júri como colaboradora de longa data de Epstein, cumpre atualmente pena de 20 anos de prisão após condenação por tráfico sexual. A detenção de Andrew ocorreu no dia em que completou 66 anos, em sua nova residência localizada na propriedade de Sandringham, pertencente a seu irmão, o rei Charles, em Norfolk. Paralelamente, a polícia realizou buscas na antiga casa do ex-príncipe em Windsor. Após a prisão, Charles divulgou um posicionamento oficial. "Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público", disse Charles. "O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes." "Nisso, como já disse antes, eles têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação", continuou ele. "Deixe-me ser claro: a lei deve seguir seu curso."