O retorno de um modismo dos anos 1990 trouxe uma tendência que tem preocupado os profissionais de saúde: a magreza extrema. Para a nutricionista Sophie Deram, que atua no Ambulatório de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), esse movimento foi estimulado pelo boom das canetas emagrecedoras, como são chamados os medicamentos injetáveis, análogos do GLP-1, aprovados para tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. A autora dos livros “O peso das dietas”, “Os 7 pilares da saúde alimentar” e “Pare de engolir mitos” também aponta o papel crucial das restrições alimentares incentivadas principalmente nas redes sociais, no surgimento crescente de transtornos alimentares. Ao GLOBO, a especialista detalha como a restrição alimentar afeta o cérebro, os perigos do emagrecimento exagerado, especialmente para meninas na puberdade, e como a valorização da magreza também afeta os homens. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.