Perda de peso de Thais Carla: especialistas explicam a importância da alimentação pós-bariátrica

A influenciadora Thais Carla celebrou recentemente a melhora na qualidade de vida após chegar aos 115 kg, depois de eliminar mais de 80 kg com a cirurgia bariátrica. Indicada para casos de obesidade grave, a operação promove alterações profundas no organismo e exige cuidados contínuos para que os benefícios sejam duradouros. 'Ballerina Boobs' viraliza e redefine o ideal de naturalidade; entenda a nova estética Joias dentais: veja cuidados essenciais após Virgínia Fonseca viralizar com homenagem a Vini Jr. Em entrevista, Thais contou que percebeu a necessidade de mudar seu estilo de vida ao enfrentar dificuldades em viagens, como não conseguir brincar com as filhas na Disney, sentir desconforto em aviões e perceber que, em destinos como as Maldivas, muitas coisas não cabiam em seu corpo, experiências que a fizeram refletir sobre os impactos da gordofobia. Thais Carla realizou uma cirurgia bariátrica em abril de 2025 e conseguiu emagrecer mais de 80 kg após o procedimento Reprodução Instagram A manutenção dos resultados depende de alimentação adequada, acompanhamento profissional e prática regular de atividade física, que ajudam a prevenir deficiências nutricionais, preservar massa muscular e reduzir o risco de reganho de peso. Especialistas explicam como a dieta contribui para uma rotina saudável após a cirurgia. Segundo Wandyk Allison, médico pós-graduado em endocrinologia, o corpo passa por mudanças anatômicas e metabólicas importantes após a operação. "O estômago reduz drasticamente de volume e, em alguns tipos de técnica, parte do intestino deixa de absorver nutrientes da mesma forma. Por isso, a alimentação precisa seguir etapas bem definidas e contar com acompanhamento profissional contínuo", afirma. Ele destaca a prioridade da ingestão adequada de proteínas, pequenas porções, mastigação lenta, hidratação fora das refeições e suplementação regular de vitaminas e minerais como ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D. Para Murillo Monteiro, nutrólogo e cofundador do Instituto Mutare, a alimentação pós-bariátrica tem caráter terapêutico. "As diretrizes recomendam ingestão proteica adequada, geralmente entre 60 e 80 gramas por dia, fracionamento das refeições e exclusão de ultraprocessados e calorias líquidas, que favorecem o reganho de peso", diz. Segundo ele, os ganhos vão além da balança: "A cirurgia bariátrica está associada à melhora de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e apneia do sono, além de impacto positivo na mobilidade, na saúde mental e na participação social. Esses benefícios são mais consistentes quando o paciente mantém seguimento contínuo com equipe especializada". A nutricionista Yasmin Duro reforça que a cirurgia representa o início de uma nova fase, e não o fim do tratamento. "É fundamental respeitar as quantidades orientadas, priorizar proteínas, manter boa hidratação e seguir corretamente a suplementação prescrita. O risco de deficiências nutricionais é real e precisa ser prevenido", observa. Thais Carla realizou uma cirurgia bariátrica em abril de 2025 e conseguiu emagrecer mais de 80 kg após o procedimento Reprodução Instagram Wandyk alerta que o reganho de peso é um risco real quando não há mudança de hábitos. "A cirurgia não cura a obesidade sozinha. Ela cria uma janela metabólica favorável, mas a manutenção dos resultados depende diretamente de um estilo de vida saudável. Sedentarismo, retorno a padrões alimentares inadequados e questões emocionais não tratadas estão entre os principais fatores associados ao reganho", esclarece. Para Yasmin, pequenas variações de peso ao longo dos anos são comuns, mas aumentos significativos indicam a necessidade de reavaliação precoce do plano alimentar e do acompanhamento profissional. Ela também ressalta a importância da atividade física. "O exercício é essencial para preservar massa muscular, manter o metabolismo ativo e contribuir para o equilíbrio emocional. A alimentação evolui por etapas, da fase líquida à sólida, mas a atenção à qualidade da dieta deve ser permanente", conclui.