Nikolas diz que Eduardo Bolsonaro ‘não está bem’ e defende Michelle de críticas de ‘amnésia’

Em resposta a Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “não está bem”. O parlamentar disse estar acostumado com ataques, e que ele e Michelle Bolsonaro “não tem amnésia”, como afirmou Eduardo. O parlamentar visitou Jair Bolsonaro nesta manhã por cerca de duas horas na Papudinha, em Brasília. O ex-presidente cumpre a pena no local desde o dia 15 de janeiro, após ser transferido à unidade pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe. Em entrevista ao SBT News, Eduardo Bolsonaro cobrou maior engajamento pela campanha do irmão, Flávio Bolsonaro, à presidência, e disse ver uma “amnésia” de Nikolas e Michelle. Ao deixar a Papudinha neste sábado, Nikolas defendeu a esposa do ex-presidente. — Primeiro, que eu discordo que eu tenha amnésia e que a Michelle tenha amnésia. Eu me lembro muito bem de todos os anos que eu fui atacado injustamente — disse o deputado. O parlamentar mineiro disse já estar acostumado com os ataques do filho de Bolsonaro. — Bater em mim eu já estou acostumado. Já tem mais de três anos que eles estão aí nessa saga. Mas, sabe, deixa a Michelle viver o calvário dela — afirmou Nikolas, que completou — Então, eu acho que o Eduardo não tá bem. E eu realmente faço questão de não perder meu tempo com essas divergências, porque eu acredito que a gente tem um Brasil pra salvar. A visita de Nikolas foi autorizada por Alexandre de Moraes no último dia 30. Além dele, o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) também ganhou permissão para visitar o ex-presidente neste sábado. Desde que Bolsonaro foi transferido para Papudinha, a unidade prisional se consolidou como ponto de validação política do bolsonarismo, onde cenários estaduais são apresentados, alianças são debatidas e decisões estratégicas recebem a chancela do ex-presidente. O circuito é discreto, mas estruturado. Advogados e os filhos mantêm interlocução permanente com dirigentes partidários e recebem as ordens de Bolsonaro. A partir daí circulam avaliações sobre a montagem de palanques, alertas sobre movimentos autônomos de aliados e orientações para o pleito de outubro.