Brasil e Índia assinam acordo sobre minerais críticos, terras raras e transição energética

Lula e Modi Reprodução/Globo Brasil e Índia assinaram neste sábado (21) um acordo sobre minerais críticos e terras raras que prevê cooperação e troca de tecnologia. O presidente Lula foi recebido com honras de Estado pelo primeiro-ministro Narendra Modi e pela presidente da Índia, Droupadi Murmu. Eles depositaram flores no monumento que homenageia Mahatma Gandhi. A visita de Estado continuou com reuniões de trabalho na residência oficial do primeiro-ministro. Brasil e Índia assinaram 6 memorandos de entendimento, espécie de acordos preliminares, nas áreas de saúde, tecnologia, pesquisa científica e comunicações e o documento inédito de compromissos sobre minerais críticos e terras raras. O Brasil detém a segunda maior reserva do mundo desses recursos indispensáveis para a transição energética, produção de baterias, eletrônicos e para a expansão da IA. A Índia busca reduzir a sua dependência da China com a diversificação de fornecedores. O compromisso prevê cooperação estratégica, com transferência de tecnologias para explorar minerais. "É notável a evolução indiana em setores de ponta – como tecnologia da informação, inteligência artificial, biotecnologia e exploração espacial – criam muitas oportunidades de cooperação com o Brasil", afirmou Lula no encontro. "Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje." O primeiro-ministro indiano ressaltou o compromisso de aumentar o comércio entre os dois países para mais de US$ 20 bilhões até 2030. O Brasil é o principal parceiro comercial da Índia na América Latina. De 2024 para 2025, o comércio cresceu 25% e chegou a US$ 15 bilhões. Neste sábado (21), também foi divulgado o documento final da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial. 88 países assinaram a Declaração de Nova Délhi, com princípios para uma IA colaborativa, confiável e acessível. O documento afirma que os benefícios da IA devem ser compartilhados por toda a humanidade, não concentrados em poucos países ou empresas. Lula segue agora para uma visita de Estado à Coreia do Sul.