Uma das marcas centrais do Flamengo na temporada passada era a segurança defensiva. O time que faturou quatro títulos, entre eles a Libertadores e o Brasileirão, começava por uma retaguarda muito sólida. Isto mudou em 2026, quando o sistema defensivo rubro-negro se tornou muito frágil e o efeito dominó passou a atingir todos os setores do time de Filipe Luís. A preocupação segue neste domingo, contra o Madureira, às 20h30, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Carioca. Saiba quando: Neymar admite possibilidade de se aposentar Assista: ex-Flamengo e Fluminense faz golaço quase do meio de campo no Campeonato Mexicano Na derrota por 1 a 0 para o Lanús, na quinta-feira, na primeira partida da Recopa Sul-Americana, a equipe argentina dominou a produção ofensiva e teve dois gols anulados antes de chegar à vitória. Nesta temporada, o Flamengo foi vazado em oito dos nove jogos disputados pelo elenco principal. A única vez em que a meta saiu invicta foi no 1 a 0 sobre o Vasco, pelo Carioca, em 21 de janeiro. Ali, o Flamengo apresentou resquícios da dominância que tinha em 2025. Mesmo que a defesa sofresse com um cobertor curto, em especial pela falta de um quarto zagueiro e um goleiro reserva, os números foram expressivos: 46 gols sofridos em 74 jogos, média de 0,62. A estatística contrasta com o ano atual, quando o zagueiro Vitão e o goleiro Andrew chegaram para somar, mas a defesa já sofreu 11 gols em nove jogos, quase o dobro da média (1,22). A fragilidade se explica pelo mau momento individual de nomes como Léo Ortiz e Alex Sandro, mas também à perda de comportamentos coletivos que Filipe Luís não consegue reproduzir. Por exemplo, o Flamengo vem sofrendo muitos gols de bola aérea e no qual os adversários conseguem encontrar lacunas facilmente no miolo da zaga. A queda na solidez defensiva também se explica pelos setores avançados, que não estão conseguindo se encontrar para criar jogadas nem ajudar na recomposição. O time vem sofrendo com jogadas de recomposição defensiva e sofreu gol até do Sampaio Corrêa. Hoje, a tendência é que o time misto das quartas de final contra o Botafogo volte a campo (Pedro pode ser a novidade) por conta da prioridade dada à Recopa, mas o problema defensivo segue em xeque e precisando ser resolvido com urgência.