A comparação entre “bumbum harmonizado” e “bumbum de academia” ganhou espaço nas redes sociais e nos consultórios. Com a popularização dos procedimentos estéticos na região dos glúteos, cresceu a dúvida: é possível trocar anos de treino por uma intervenção no consultório? Para o médico Roberto Chacur, diretor da Clínica Leger, em São Paulo, e um dos principais nomes de referência em harmonização glútea no Brasil, a resposta é direta. “O procedimento não substitui a musculação. O treino é o que constrói músculo, melhora força e dá sustentação. Nenhum preenchimento faz isso”, afirma. Segundo ele, a musculação atua na hipertrofia do glúteo máximo e na estrutura muscular. Já a harmonização trabalha em outra camada. “Quando falamos em harmonização, estamos falando de contorno, proporção e qualidade de pele. São dimensões diferentes do corpo”, explica. Bumbum também é alvo de harmonização Freepik Chacur destaca que existem limites anatômicos que o treino não altera, como projeção lateral do quadril, formato ósseo e determinadas assimetrias naturais. “A paciente pode treinar corretamente e ainda assim não modificar certos desenhos do contorno. Isso não é falta de esforço, é característica estrutural”, diz. É nesse ponto que o procedimento pode atuar como complemento. “Quando há indicação adequada, conseguimos ajustar pontos específicos que não respondem apenas à musculação. Mas isso é refinamento, não substituição”, afirma. Complementando essa visão, a médica Nívea Bordin Chacur, CEO do Grupo Leger, observa que o perfil das pacientes mudou nos últimos anos. “Hoje a maioria das mulheres já treina. Elas não querem abandonar a academia. O que buscam é equilíbrio, um contorno mais harmônico, não necessariamente um bumbum maior”, explica. Ex-BBB Paula Freitas fez harmonização no bumbum Reprodução Instagram Segundo ela, a ideia de exagero perdeu força. “A tendência atual é naturalidade. Muitas pacientes chegam com boa base muscular e querem apenas ajustar pequenas desproporções ou melhorar qualidade da pele. O procedimento entra como complemento estratégico”, afirma. Para os especialistas, entender essa diferença evita frustração. “Treino é construção estrutural. Harmonização é ajuste de contorno. Quando a paciente compreende isso, a expectativa fica mais realista e o resultado tende a ser mais equilibrado”, conclui Chacur.