A participação de Hunter Hess nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina ganhou contornos políticos após o esquiador da equipe dos Estados Unidos protagonizar um gesto interpretado como provocação ao presidente Donald Trump — mas um detalhe acabou desviando o foco da manifestação. Durante a prova classificatória do halfpipe no esqui estilo livre, Hess levantou a mão e formou um “L” na testa enquanto era fotografado. O gesto fazia referência direta à declaração de Trump, que o chamou de “verdadeiro perdedor” depois de o atleta afirmar que tinha “sentimentos mistos” ao representar o país. O problema, apontado rapidamente por espectadores nas redes sociais, foi que a letra estava invertida. Comentários ironizaram o equívoco, sugerindo que o atleta não teria feito o sinal corretamente. Outros argumentaram que a inversão poderia ter sido proposital, indicando que ele estaria assumindo o rótulo. — Aparentemente sou um perdedor… estou assumindo isso — disse Hess a repórteres após a prova. Dentro da pista, o resultado também ficou aquém. Hess terminou em 10º lugar entre 11 competidores na final do halfpipe. Na primeira descida, recebeu 27,25 pontos após falhar na execução e cair na aterrissagem. A segunda tentativa também terminou em queda, incluindo a perda de um dos esquis. Na última oportunidade, somou 58,75 pontos — insuficientes para brigar por medalha. A polêmica começou semanas antes, quando Hess declarou que vestir a bandeira americana não significava representar tudo o que acontece nos Estados Unidos. Trump respondeu em sua rede Truth Social, afirmando que, se o atleta pensava assim, não deveria ter tentado vaga na equipe olímpica.