Nana Gouvea fala da chegada de 'Porto dos milagres' ao Globoplay, de menopausa e da vida nos EUA aos 50 anos

A novela "Porto dos Milagres", que entrou este mês no catálogo do Globoplay, traz Nana Gouvea em seu elenco. Ela deu vida a Lindinha, uma das meninas da cafetina Rosa Palmeirão (Luiza Tomé). Nana comemora a possibilidade de reassistir ao trabalho e relembra os bastidores da trama. Entrevista: Longe da Avenida desde 2009, Nana Gouvea lembra época como rainha de bateria E mais: Dudu Azevedo fala pela primeira vez da reconciliação com Fernanda Mader, mãe de seu filho, após cinco anos — Eu tenho muitas recordações boas dessa novela. Meu primeiro trabalho de verdade na TV foi no "Domingão do Faustão", em 1996. Era um quadro chamado "Panteras do Faustão", apresentado pelo Stepan Nercessian. Depois disso, eu fiquei muito envolvida com carnaval e trabalhando muito como modelo. Estudei interpretação e, quando surgiu o convite para "Porto dos Milagres", eu fiquei desacreditada. Fiz o teste, passei e foi uma experiência incrível. Não era só uma participação, estive ali durante a novela inteira. Foi um aprendizado atrás do outro. Lembro que terminava as minhas cenas e pedia para o Roberto Naar (diretor) para ficar no estúdio vendo os outros atores gravando. E ele deixava! Foi incrível — diz ela, que depois também esteve em obras como "Araguaia", "JK" e "A Turma do Didi". Símbolo sexual dos anos 1990, Nana completará 51 anos em maio. Ela, que mora nos Estados Unidos há 15 anos, conta que já começou a tratar os sintomas da menopausa e fala das dificuldades do sistema de saúde do país. — Eu já vinha sentindo os sintomas há uns três ou quatro anos, mas na rede de saúde daqui os médicos não tratam menopausa. Tive que brigar, brigar e brigar. Troquei de médico um milhão de vezes até que, em meados do ano passado, achei essa médica que aceitou me cuidar. De acordo com os meus exames, eu realmente precisava de reposição hormonal. Tive uma baixa na disposição muito grande. Eu tive a fase do calorão, do suor no meio da noite, da irritabilidade, da depressão. Agora uso um adesivo que coloco na parte de baixo do abdômen e, de seis meses para cá, eu sou uma nova mulher. Antes era terrível, sentia muita fraqueza, cansaço, falta de ânimo. Nos EUA, Nana seguiu trabalhando como atriz e tem uma produtora de filmes. Ela ressalta, no entanto, que há cerca de um ano e meio precisou dar uma pausa na carreira para se dedicar à família após o nascimento de seu segundo neto e o falecimento de seu pai: TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp — A família teve que se unir para dar um suporte para a minha mãe, que ficou viúva, tivemos que correr com inventário. Estamos conseguindo resolver tudo. Meu netinho agora já está com um aninho, minha mãe já está aqui comigo há alguns meses, mas eu precisei dar uma certa atenção à adaptação dela, que já é uma senhora de 74 anos, não fala inglês. Ela estava muito abalada com a passagem do meu pai, muito magra, deprimida. Mas hoje ela está gordinha, já sorri, a documentação dela está correndo. Eu tive que enganá-la para ela vir para cá, mas acreditei que aconteceria como aconteceu com as minhas filhas, que no momento em que ela viesse e visse a minha vida, entendesse como o país funciona… Não é fácil morar nos EUA, é muito mais difícil do que morar no Brasil. Eu não aconselho ninguém a fazer essa mudança se não for realmente uma pessoa que está disposta a ralar muito. Mas para mim e para as minhas filhas valeu a pena. E eu sabia que para a minha mãe valeria a pena por conta do conforto emocional que ela terá aqui. Nana Gouvea com Taís Araujo e Luiza Tomé em cena de 'Porto dos milagres' Reprodução/TV Globo Nana Gouvea com a mãe, Laudenes, e as filhas, Daphynie e Angel, nos EUA Reprodução/Instagram Initial plugin text