O ex-presidente americano Bill Clinton e sua esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, irão depor nesta semana perante um comitê do Congresso sobre seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Clinton comparecerá na sexta-feira (27), enquanto Hilary irá na quinta-feira (26). O casal, que confirmou presença ainda no mês passado, solicitou que o depoimento fosse prestado em público para evitar a politização sobre o assunto pelos republicanos. Contexto: o que se sabe sobre escândalo do Caso Epstein, que causou crise política e atingiu elites na Europa e nos EUA? Caso Epstein: Veja os principais pontos sobre as 3 milhões de páginas de arquivos que citam Trump, Musk, ex-príncipe e brasileiro Em entrevista à BBC que foi ao ar no último dia 17, Hillary disse que "não há conexões" entre os Clinton e Epstein. — Nós temos um registro claro sobre as quais estivemos dispostos a falar, que meu marido tem dito: ele pegou algumas caronas de avião para o seu trabalho de caridade. Eu não lembro de já tê-lo encontrado [Epstein] — respondeu a ex-secretária de Estado à rede britânica. Quando questionada sobre ter conhecido Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, Hillary confirmou ter "encontrado em algumas ocasiões". Já quanto ao depoimento público, a ex-secretária de Estado americano disse querer "fazer de forma transparente". Trump, Gates, Musk e Clinton: Epstein tinha ‘poderosa’ rede de conexões com figuras mais influentes do planeta; entenda — Não temos nada a esconder. Pedimos por diversas vezes a divulgação integral desses arquivos. Acreditamos que a transparência é o melhor remédio — argumentou. Clinton aparece com frequência no lote de arquivos Epstein Files: mais de três milhões de documentos, fotos e vídeos, divulgado pelo Departamento de Justiça recentemente. O democrata chegou a ser fotografado diversas vezes ao lado do criminoso entre os anos 1990 e início dos anos 2000, antes da primeira prisão de Epstein. O ex-presidente, porém, negou conhecimento sobre os crimes sexuais e disse ter cortado relações antes que eles viessem à tona. Nem Clinton, nem Hillary, que também nega ter conhecimento dos crimes, foram acusados pelas vítimas de Epstein de terem cometido qualquer tipo de irregularidade. 'Só quero que seja justo' Hillary também comentou sobre o pedido para depor no Congresso. Ao ser questionada se achava certo que o ex-príncipe e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor deveria falar perante o Congresso caso fosse intimado a isso, a ex-secretária afirmou que "todo mundo que foi chamado a depor deveria ir". Bill Clinton: o que novos arquivos do caso Epstein revelam sobre ex-presidente dos EUA? O ex-príncipe Andrew foi preso na última quinta-feira (19) por "suspeita de má conduta no exercício de um cargo público" após indicações de que compartilhou informações confidenciais com Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua. — Eu só quero que seja justo, eu quero que todo mundo seja tratado da mesma forma — afirmou Hillary, alegando que ela e Clinton estão sendo tratados de maneira diferente: — Isso não é verdade para o meu marido e para mim, porque outras testemunhas que foram chamadas a depor deram depoimentos por escrito. Nós oferecemos isso, eles querem nos envolver nisso. Por que eles quem nos envolver nisso? Para desviar a atenção do presidente Trump. Os democratas afirmam que a investigação está sendo usada como arma para atacar os oponentes políticos de Trump, que já admitiu ter conhecido Epstein nos anos 1990. Hillary também acusou o governo Trump de promover um “encobrimento” na condução dos arquivos ligados ao criminoso sexual. Trump declarou que rompeu relações antes da condenação de 2008 e nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas. O nome do presidente americano aparece em registros de contato social. Apesar disso, ele não foi convocado a depor.